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Vinda de secretário da Presidência à Dourados ajuda a resolver impasse sobre administração da Vila Olímpica Indígena

Com um custo de R$1,6 milhão e a Vila Olímpica Indígena de Dourados, sofre com o abandono devido ao empurra-empurra entre os poderes executivos municipal e Estadual

Arquivo Publicado em 28/11/2011, às 18h39

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Com um custo de R$1,6 milhão e a Vila Olímpica Indígena de Dourados, sofre com o abandono devido ao empurra-empurra entre os poderes executivos municipal e Estadual

Pela segunda vez no Estado em dois meses, o secretário nacional de Articulação Social da Presidência da República, Paulo Maldos, está nesta segunda-feira (28) em Dourados. Já na manhã desta segunda, o secretário se reuniu com o prefeito Murilo Zauith (PSB) e com o promotor do MPF (Ministério Público Federal), Marco Antônio Delfino de Almeida. A principal pauta da reunião foi a administração da milionária Vila Olímpica Indígena.


Com um custo de R$1,6 milhão e inaugurada há mais de seis meses, a Vila Olímpica Indígena de Dourados, a primeira construída em uma reserva indígena, sofre com o abandono devido ao empurra-empurra entre os poderes executivos municipal e Estadual.


O contrato firmado entre prefeitura municipal, na época no mandato do deputado estadual Laerte Tetila (PT), versa que para o repasse de recurso da união para a construção do complexo esportivo, o município se responsabilizaria a “zelar pelo correto aproveitamento/funcionamento dos bens resultantes deste contrato de repasse, bem como sua manutenção”. Porém, até hoje o prefeito Murilo Zauith se valia do argumento de que a vila, por se encontrar em terras da União, não teria a prefeitura gerencia sobre o complexo.


O mesmo argumento foi adotado pelo governador do Estado, André Puccinelli, que em ocasião de uma inauguração de casas populares, chegou a dizer imprensa, após ser questionado sobre a gestão do complexo esportivo que o governo do Estado “dá papinha pro índio, dá comida pro índio, dá camisinha [sic], camiseta pro índio, dá kit escolar pro índio, dá escola, dá casa pro índio, agora vai ter que tocar pro índio também?”.


Baseado no contrato de repasse de recursos entre o Ministério do Esporte e Prefeitura de nº 0212817-41/2006, conforme a clausula 3.2 do contrato (letra M), o MPF cobrou em reunião que a prefeitura arque com a administração do local.


Sem manutenção, a primeira Vila Olímpica Indígena do Brasil, esta sendo depredada. A cerca que deveria impedir a entrada de vândalos foi cortada, as traves do campo de futebol tiveram suas redes rasgadas e foram derrubadas, o mato cresceu já cobre a pista de caminhada. Enquanto isso as crianças da reserva indígena continuam fazendo seus treinos de futebol em campo improvisado na frente do ‘elefante branco’, como o noticiado pelo Midiamax em agosto.


O secretário nacional de Articulação Social da Presidência da República, Paulo Maldos, está reunido com a FUNAI na tarde desta segunda-feira e deve ir até o Tekora Guaiviry, onde a liderança guarani Nísio Gomes teria sido assassinado por jagunços de fazendeiros da região, que fica entre Ponta Porá e Amambai, no município de Aral Moreira.

Jornal Midiamax