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Videomonitoramento na Capital ganha apoio em audiência pública

Convocada pela Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal, a audiência pública sobre a implantação do videomonitoramento em Campo Grande na manhã desta quarta-feira (4) serviu para atestar a expectativa favorável de grande parte da sociedade civil e das diversas representações militares e empresas públicas e privadas que atuam no setor. Além dos vereadores Alex […]

Arquivo Publicado em 04/05/2011, às 18h48

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Convocada pela Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal, a audiência pública sobre a implantação do videomonitoramento em Campo Grande na manhã desta quarta-feira (4) serviu para atestar a expectativa favorável de grande parte da sociedade civil e das diversas representações militares e empresas públicas e privadas que atuam no setor.

Além dos vereadores Alex (PT, presidente da Comissão), Carlão (PSB, vice-presidente) e Cristóvão Silveira (PSDB), a audiência reuniu dezenas de interlocutores dos governos estadual e municipal, líderes comunitários, chefes de unidades policiais e representantes de entidades como as federações patronal e laboral do comércio (Fecomércio e Fetracom).

Todas as pessoas que se manifestaram durante a audiência declararam apoio à idéia de instalar câmeras de TV para monitorar pontos estratégicos da cidade, sobretudo as ruas de maior movimento e as áreas e imóveis mais vulneráveis à ação dos criminosos. Já adotado em diversas cidades do Brasil e do mundo, o videomonitoramento é um sistema que ajuda na prevenção e esclarecimento de atos de violência, acidentes e infrações de trânsito e acompanhamento de ocorrências na alçada da Defesa Civil.

Tecnologia

O coronel Paulo César Monteiro Ayres, coordenador da Guarda Municipal de Campo Grande, e o diretor de Infraestrutura do Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (Imti), Cleiton Barbosa, disseram que desde 2006 o prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) começou a colocar em prática a idéia de investir em tecnologia para melhorar os sistemas de comunicação interna da Prefeitura e, desde o segundo semestre do ano passado, passou a estudar as formas de contribuir com a estrutura preventiva da segurança pública.

Conforme Barbosa, hoje a rede de comunicação que integra 380 unidades de serviço da Prefeitura gera ao Município uma economia de cerca de R$ 4 milhões e é considerada uma das maiores e mais eficientes do País. No caso da instalação de câmeras na área urbana o custo é bastante alto, ainda que se considere a hipótese de aproveitar parte da estrutura ativada pelo Instituto. “Requer aporte considerável de verbas implantar, operar e manter o sistema de videomonitoramento. Mas é um investimento necessário e estamos trabalhando nessa direção para, talvez no próximo ano, colocar em ação os projetos que estão sendo elaborados”, contou Ayres.

O coronel explicou ser necessário buscar verbas federais e apresentar propostas convincentes à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e encarregada de avaliar, fomentar e habilitar projtos de implantação do videomonitoramento nos municípios. “Para ter uma idéia, temos em nossa capital 360 prédios públicos, sendo que a Guarda Municipal está presente em 294 deles. E existem 94 escolas públicas, 79 postos de saúde, 16 praças, 19 centros de educação infantil (Ceinfs), 28 centros de assistência social (Cras) e 52 outros órgãos que, no caso do videomonitoramento, também precisam estar integrados ao centro de operações”.

Debate

O vereador Alex qualificou a audiência como um debate necessário. “Foi bastante positiva e estimulante a audiência no sentido de abrir um debate extremamente prioritário para a população. Não sei se este ano, no ano que vem ou quando Campo Grande adotará o sistema, porém não há dúvidas que uma cidade com tantos acidentes de trânsito e índices preocupantes de violência, já no rumo de seu primeiro milhão de habitantes, precisa aprimorar sua estrutura preventiva de segurança pública. O Município tem a sua responsabilidade nesse processo e deve auxiliar os governos estadual e federal”, assinalou.

Alex entende também que o debate, mesmo indicando aprovação unânime à idéia, serve ainda para avaliar prós e contras. “Há lugares onde o videomonitoramento não deu o resultado esperado. Há quem faça ressalvas quanto à questão da privacidade. Tudo isso precisa ser considerado”, afirmou. “O que importa é tirar da discussão aberta, com a presença da sociedade, um caminho para que todos trafeguem com a melhor solução”, concluiu o petista.

Entre os convidados que lotaram o Plenário Edroim Reverdito estavam também Idelmar da Mota Lima, presidente da Federação dos Empregados do Comércio (Fetracom); Eliane Farias Ferreira, assistente legislativa e representante da Federação Estadual do Comércio (Fecomércio); Luiz Dódero Júnior, do Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Siese); Nelson Benitez, secretário-geral do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande; coronel Guilherme Gonçalves, representante da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Publica (Sejusp); tenete-coronel Olivaldo Muniz, comandante do 1º Batalhão da PM; Geraldo Celestino de Carvalho, presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Patrimonial Público; Alcebíades Santiago Franco, presidente da Associação dos Doadores de Sangue; tenente-coronel João Bosco, representante da secretária estadual de Gestão de Recursos Humanos, Evelyze Ferrreira Oyadomari; Iaci Azamor Torres, presidenta eleita do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região; e José Baltazar, representante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia.

Jornal Midiamax