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Operação no DF destrói quase 3 milhões de produtos falsificados

O Comitê de Combate à Pirataria do Distrito Federal (DF) e a Receita Federal destruíram hoje (2), em Brasília, produtos falsificados no valor de R$ 63 milhões, na véspera do Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria. Segundo a Secretaria da Ordem Pública e Social do Distrito Federal (Seops), foram inutilizados quase 3 […]

Arquivo Publicado em 02/12/2011, às 16h59

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O Comitê de Combate à Pirataria do Distrito Federal (DF) e a Receita Federal destruíram hoje (2), em Brasília, produtos falsificados no valor de R$ 63 milhões, na véspera do Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria. Segundo a Secretaria da Ordem Pública e Social do Distrito Federal (Seops), foram inutilizados quase 3 milhões de produtos falsificados apreendidos na Região Centro-Oeste. De acordo com a Seops, a operação para destruir mercadorias pirateadas é a maior da história da capital federal.


Entre os itens destruídos estão 3,7 mil quilos de maquiagem, 600 mil óculos, 28 mil relógios e 3,5 mil pen drives. Os resíduos serão encaminhados a cooperativas de reciclagem.


“O objetivo dessa destruição é mostrar para a população o risco dos produtos falsificados e também uma preocupação com o meio ambiente. Por isso, as baterias serão separadas, reaproveitadas e não irão para o meio ambiente”, disse o secretário da Ordem Pública e Social do Distrito Federal, Agrício da Silva. Também foram destruídos, ontem (1º), 13 milhões de maços de cigarros, na cidade de Cristalina, Goiás


O inspetor-chefe da Alfândega de Brasília, Wilson de Castro, lembra que os produtos pirateados trazem risco aos consumidores. Segundo ele, quem usa óculos falsificados, por exemplo, que custam em média apenas R$ 10, pode ter sérios problemas de saúde. “O uso contínuo desse tipo de óculos pode causar até a cegueira total”, alertou.


Outra preocupação do inspetor é com a venda irregular de cigarros na Região Centro-Oeste. Segundo ele, em muitos casos, cigarros contrabandeados deixaram de entrar no Brasil por Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com o Paraguai, e passaram a chegar pela fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia e o Paraguai. Na tentativa de burlar a fiscalização, os criminosos usam várias estratégias, como adaptar um caminhão-tanque de combustíveis para transportar os maços. O veículo foi apresentado durante o mutirão de destruição de mercadorias em Brasília.


“O contrabando de cigarros é o crime que mais cresce no país. A gente tem muito problema de falsificação de CD e DVD, óculos, mas o contrabando de cigarros é o crime mais greve”, destacou.

Jornal Midiamax