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Morte de bióloga expõe caos no trânsito de Dourados e obriga prefeitura a criar Agência de Trânsito

Larissa Coelho Vieira, a Lara, de 23 anos, morreu atropelada no lusco-fusco do final da tarde da última segunda-feira no cruzamento das ruas Aquidauana e Joaquim Teixeira Alves.

Arquivo Publicado em 04/05/2011, às 13h58

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Larissa Coelho Vieira, a Lara, de 23 anos, morreu atropelada no lusco-fusco do final da tarde da última segunda-feira no cruzamento das ruas Aquidauana e Joaquim Teixeira Alves.

Ela tinha apenas 23 anos. Era bonita, tinha muitos amigos e cultivava muitos sonhos. A bióloga Larissa Coelho Vieira, a Lara morreu atropelada no lusco-fusco do final da tarde da última segunda-feira no cruzamento das ruas Aquidauana e Joaquim Teixeira Alves.


Tristeza profunda na alma dos seus familiares. Larissa não volta mais para casa. Ela foi a mais recente vítima do caótico trânsito de Dourados, uma cidade que cresceu e não se preparou para receber em suas ruas tantos veículos. São mais de sessenta mil motores que se espremem em ruas esburacadas.


Um buraco. Um buraco no meio do caminho pode ter sido o vilão, o responsável pela morte de Larissa que deixa saudades e tristeza nos amigos e familiares, mas como mártir da violência no transito transforma num ponto de reflexão de que como está não pode ficar.


E foi esta balburdia no transito que obrigou a Prefeitura a se apressar em elaborar um projeto de lei que cria a Agência Municipal de Trânsito. O projeto ainda não chegou a Câmara Municipal, mas a expectativa da população é que uma solução seja encontrada.


O coordenador do CRDP (Comitê Regional de Defesa Popular) Ronaldo Ferreira disse que o tema é complexo e polêmico e precisa ser debatido amplamente não apenas na Câmara, mas em todos os setores da sociedade.


Larissa morreu no inicio da noite de segunda-feira mas aquele buraco no meio da pista da Rua Aquidauana estava escancarado desde o início da manha da sexta-feira anterior. Cansados de esperar por uma solução funcionários de empresas daquela esquina antes do entardecer colocaram no buraco um pára-choque de plástico como forma de sinalização e avisar os motoristas do perigo.
Quando Larissa morreu o bueiro estava aberto. O motorista da carreta que seguia no mesmo sentido da bióloga fez uma manobra para desviar do buraco e acabou passando por cima da motocicleta de Larissa que morreu instantaneamente.


O caminhoneiro Paulo Bruzarosco sequer viu o acidente e só foi parado vários quarteirões depois pela Polícia. Ele disse que tentou desviar do buraco, não viu a motociclista e seguiu viagem.
Se o buraco é culpado ou não pelo acidente o veredito será dado pela pericia técnica da Policia Civil. Para Ronaldo Ferreira o momento não é para se encontrar culpados, mas de buscar uma solução para o transito da cidade.


“Não podemos mais perder vidas enquanto a inércia das autoridades reina absoluta”, disse o coordenador do CRDP ao anunciar que pretender mobilizar os movimentos sociais para que o trânsito seja olhado com mais atenção por quem tem a responsabilidade de cuidá-lo.


Depois de muitas reclamações operários de uma empresa terceirizada pela Sanesul esteve no local do acidente e depois de horas de trabalho conseguiram retirar a tampa da boca-de-lobo que desceu ao fundo do buraco.


A gerência da Sanesul em Dourados disse que o buraco era de água pluvial e a responsabilidade de cuidá-lo era da Prefeitura mas que resolveu ajudar para evitar mais acidentes. Quando o serviço estava quase no final apareceram os funcionários da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos que deram o “retoque final” no bueiro.

Jornal Midiamax