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‘Fantasma’ da Assembleia do Paraná diz não trabalhar há um ano e meio

O funcionário fantasma que se apresentou no recadastramento da Assembleia Legislativa do Paraná reafirmou ao G1 que recebe sem trabalhar. Ele estava lavando a calçada da casa dele, em Curitiba, na manhã deste sábado (12), quando foi abordado pela equipe de reportagem. Na última quinta-feira (10), na sede do Legislativo, o homem de 52 anos […]

Arquivo Publicado em 12/02/2011, às 21h07

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O funcionário fantasma que se apresentou no recadastramento da Assembleia Legislativa do Paraná reafirmou ao G1 que recebe sem trabalhar. Ele estava lavando a calçada da casa dele, em Curitiba, na manhã deste sábado (12), quando foi abordado pela equipe de reportagem.


Na última quinta-feira (10), na sede do Legislativo, o homem de 52 anos apresentou o CPF, o holerite de janeiro deste ano (2011), e respondeu a um questionário. Outros 14 documentos ficaram faltando.


As informações estão em uma declaração assinada por ele, a qual o G1 teve acesso.


Hoje (12) pela manhã, primeiro confirmou o próprio nome. Depois, recusou a conversa: “Infelizmente, não estou dando entrevista”. Mesmo assim, respondeu algumas perguntas nos cerca de 40 segundos que atendeu à imprensa.


Com respostas objetivas e se afastando do portão, em direção à porta dos fundos da casa, revelou não dar expediente na Assembleia há um ano e meio e que foi efetivado há 29 anos (na entrevista do recadastramento, o tempo informado foi de 25 anos). Quando questionado sobre quem o teria contratado, abriu os braços, sem dizer nada.


Durante a tarde, a reportagem tentou um contato telefônico. A mãe dele atendeu e disse não saber onde o homem estava, nem quando voltaria. Informada sobre a veiculação das imagens gravadas pela manhã na televisão (PRTV2), disse que lá não havia ladrão nenhum e desligou.


Recadastramento duvidoso


No questionário padrão do recadastramento, o “fantasma” afirmou não possuir cargo e estar lotado na “Coordenadoria de segurança”. Disse ainda não ter horário de trabalho, porque cuida de um “comércio no litoral”. Os rendimentos dele chegam a R$ 5 mil, mas não soube informar como o valor é composto. Teria sido admitido em 1985.

Jornal Midiamax