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Emboscada rebelde mata 3 soldados na Síria, diz ONG

Forças rebeldes emboscaram na terça-feira um veículo militar no norte da Síria, matando três soldados e tomando dois outros como reféns, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres. A Turquia disse temer um êxodo de sírios para o seu território caso a violência se agrave, e defendeu a instauração de uma […]

Arquivo Publicado em 29/11/2011, às 21h49

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Forças rebeldes emboscaram na terça-feira um veículo militar no norte da Síria, matando três soldados e tomando dois outros como reféns, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres.


A Turquia disse temer um êxodo de sírios para o seu território caso a violência se agrave, e defendeu a instauração de uma zona tampão nos países fronteiriços. Já a Rússia alertou as potências mundiais a não interferirem.


O presidente sírio, Bashar al Assad, enfrenta desde o começo do ano uma onda de protestos que seu governo reprime com violência. Nos últimos meses, soldados desertores passaram a agir contra as forças oficiais.


Vários países – inclusive árabes – já impuseram sanções à Síria devido à repressão. Na segunda-feira, a ONU disse em um relatório que há assassinatos, torturas e estupros sistemáticos, por ordem dos altos escalões do governo de Damasco. Apesar do isolamento internacional, Assad não dá sinais de abrandar a repressão.


Segundo nota do Observatório Sírio de Direitos Humanos, ‘o veículo das forças de segurança foi alvejado por um grupo de supostos desertores do Exército ao passar pela cidade de Saraqeb, na província de Idlib.’


Forças governamentais posteriormente mataram um civil e feriram outros três em Saraqeb, disse a nota. Em um bairro da cidade de Homs, uma menina de 8 anos foi morta num posto de controle.


Dois civis morreram na terça-feira devido a ferimentos sofridos na localidade de Rinkous, nos arredores da capital, e um homem de 33 anos foi morto por um franco-atirador quando tentava escapar de ser preso, disse a ONG.


O Observatório disse que famílias locais foram incapazes de sepultar sete pessoas mortas desde domingo.

Jornal Midiamax