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América do Sul precisa ampliar investimentos em infraestrutura, defende Miriam Belchior

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, defendeu hoje (30) investimentos em infraestrutura e financiamentos, por meio dos bancos de desenvolvimento da América do Sul, como forma de minimizar os efeitos de crises internacionais na economia dos países sul-americanos. “Estamos mais fortes e capazes de enfrentar as crises internacionais, e crescendo mais que...

Arquivo Publicado em 30/11/2011, às 14h00

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A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, defendeu hoje (30) investimentos em infraestrutura e financiamentos, por meio dos bancos de desenvolvimento da América do Sul, como forma de minimizar os efeitos de crises internacionais na economia dos países sul-americanos.


“Estamos mais fortes e capazes de enfrentar as crises internacionais, e crescendo mais que a média mundial. Trabalhar aqui [no Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento – Cosiplan], para alavancar obras de infraestrutura, é fator fundamental para consolidarmos a integração dos nossos países”, destacou Miriam. “Essa tarefa está começando, mas temos trilhado esse caminho há muito tempo, com demandas muito mais ousadas do que estamos fazendo”, ressaltou, durante a abertura da 2ª Reunião Ministerial do Cosiplan, organizada no âmbito da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).


“Há ainda desafios adicionais de continuarmos trabalhando individualmente e de forma coordenada [em áreas] como financiamento”, acrescentou ao destacar o papel dos bancos de desenvolvimento e de fomento no Continente Sul-Americano. “Aumentos de financiamentos são fundamentais, e os aumentos recentes são sinal dos avanços de nossa região”, completou.


Para o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, os países da Unasul precisam de esforços conjuntos em favor dos modelos autônomos de desenvolvimento. Nesse contexto, destaca que a infraestrutura terá papel fundamental. “Os colegas sabem o quanto conseguimos evoluir, e os documentos [produzidos pela Cosiplan] dão a medida desse progresso.”


Patriota acrescentou que, desde 2003, o financiamento público coordenado pelo Brasil para o continente alcança os US$ 11,7 bilhões. “Estamos empenhados em construir estradas, aeroportos, [usinas] hidrelétricas e [indústrias] petroquímicas”, frisou. Dessa forma, o país pretende gerar “impactos positivos na integração”, com destaque nas áreas comercial, industrial, cultural e social. “A participação do Brasil é relevante porque conectamos o Norte e o Sul do continente”, concluiu.


O Cosiplan reúne, em Brasília, ministros de 12 países da América do Sul. Durante o encontro, serão apresentados documentos que nortearão os trabalhos do conselho nos próximos anos, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região.


Entre os pontos a serem discutidos, estão a construção do Corredor Ferroviário Bioceânico – que pretende ligar os portos de Santos e Paranaguá (Brasil) aos portos chilenos de Antofagasta e Mejillones, passando pelo Paraguai e pela Argentina – e os financiamentos destinados à implantação do anel ótico de banda larga que conectará os países sul-americanos à grande rede.

Jornal Midiamax