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Escola brasileira é “anacrônica”, diz secretária do MEC

Um dos grandes temas em debate na Conferência Nacional de Educação (Conae), que ocorre até quinta-feira em Brasília, é a questão do investimento em educação. O evento deve aprovar uma proposta para que seja investido 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no ensino público. Mas para a secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação […]

Arquivo Publicado em 30/03/2010, às 01h37

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Um dos grandes temas em debate na Conferência Nacional de Educação (Conae), que ocorre até quinta-feira em Brasília, é a questão do investimento em educação. O evento deve aprovar uma proposta para que seja investido 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no ensino público. Mas para a secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, é preciso antes discutir “qual é o projeto de escola para o país”.

Na avaliação de Pilar, a escola brasileira hoje não atende às necessidades das novas gerações. “É uma escola anacrônica para crianças e jovens digitais”, afirma. Para a secretária, o atual projeto não funciona para a atual geração e precisa de reformas.

Ela participou hoje de um colóquio sobre a ampliação da obrigatoriedade do ensino, aprovada ano passado pelo Congresso Nacional. A partir de 2016, as crianças deverão ser matriculadas aos 4 anos e só poderão deixar as escolas ao concluírem o ensino médio, aos 17 anos.

Para a transformação do atual modelo da escola, seria necessário modificar diferentes etapas e processos da educação. “Você precisa mudar a formação de professores, os equipamentos das escolas, as diretrizes curriculares”, disse.

Pilar defendeu que aumentar o financiamento é “muito necessário”, mas mais recursos não resolvem os problemas do ensino público “sozinhos”.“Não há solução simples para problemas complexos”, afirmou.

Jornal Midiamax