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Dilma rebate acusações e diz que não irá depor no Senado

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, voltou a rebater neste domingo (19) denúncia trazida pela revista “Veja” sobre tráfico de influências dentro da Casa Civil na época em que era ministra-chefe. Dilma participou de carreata na cidade-satélite de Ceilândia, a 30 km do centro de Brasília. Segundo a revista, funcionários da Casa Civil […]

Arquivo Publicado em 19/09/2010, às 14h12

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A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, voltou a rebater neste domingo (19) denúncia trazida pela revista “Veja” sobre tráfico de influências dentro da Casa Civil na época em que era ministra-chefe. Dilma participou de carreata na cidade-satélite de Ceilândia, a 30 km do centro de Brasília.


Segundo a revista, funcionários da Casa Civil teriam recebido no ano passado propina pelo contrato emergencial de compra do medicamento Tamiflu, usado para combater a gripe H1N1, entre eles, Vinicius de Oliveira Castro, compadre, apontado como sócio do filho da ex-ministra Erenice Guerra, e ex-assessor da pasta.


Dilma declarou que o Tamiflu é fornecido por um laboratório internacional e a negociação é feita pelo Ministério da Saúde. A Casa Civil não tem atuação nessas negociações, afirmou a candidata. “Não entendo esta reportagem. Se ela for esclarecida, será muito bom para a população.”


A carreata foi organizada pelo candidato ao governo do DF Agnelo Queiroz, do PT, e os candidatos ao Senado pela sua coligação Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB).


Dilma também comentou a proposta do senador Alvaro Dias (PSDB) de encaminhar na próxima segunda (20) requerimento do partido à Comissão de Constituição e Justiça da Casa para que a ex-ministra-chefe seja convidada para esclarecer as denúncias de tráfico de influência.


“Isso é uma tentativa do senador Alvaro Dias de criar um factoide.” Dilma afirmou que o parlamentar tucano tenta sistematicamente “tumultuar” as eleições. “Eu já foi acusada de quase tudo. Convite do senador Alvaro Dias não aceito nem para cafezinho”, disse.


Questionada se se sentia traída sobre o suposto envolvimento do ex-assessor da Casa Civil no caso de tráfico de influência, Dilma declarou que eu “não nomeei esse senhor (Vinicius), não o conhecia, não tinha porque me sentir traída, porque ele não era da minha confiança. Ele não era meu assessor, eu não farei julgamentos nesta questão antes de ver os fatos apurados”.

Jornal Midiamax