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Bruno e amigos cogitaram matar bebê de Eliza, diz delegado

O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou nesta quinta-feira (8) que o goleiro Bruno Fernandes e seus amigos cogitaram matar o filho de Eliza Samudio. O atleta e outras seis pessoas são suspeitas de estarem envolvidas no desaparecimento e possível morte da jovem. Segundo Moreira, o […]

Arquivo Publicado em 08/07/2010, às 20h11

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O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou nesta quinta-feira (8) que o goleiro Bruno Fernandes e seus amigos cogitaram matar o filho de Eliza Samudio. O atleta e outras seis pessoas são suspeitas de estarem envolvidas no desaparecimento e possível morte da jovem.
Segundo Moreira, o bebê só foi poupado porque Bruno voltou atrás da decisão. Eliza afirmava que o goleiro é pai do menino, que tem apenas quatro meses de idade. Um processo de reconhecimento de paternidade estava em adamento no Rio de Janeiro.

Junto com o atleta estavam Luiz Henrique Ferreira Romão (o Macarrão) e um adolescente primo dele. A polícia informou que eles mantiveram a jovem e a criança em cárcere privado no sítio de Bruno, em Esmeralda (MG), e depois os levaram para a casa de um ex-policial em Vespasiano (MG), onde Eliza foi morta.

A polícia voltou ao sítio na tarde desta quinta-feira, segundo informou o delegado.

Na primeira entrevista coletiva dada nesta quinta-feira, Moreira afirmou que, com base nos depoimentos colhidos até agora, é possível dizer que Bruno estava na casa em Vespasiano. Os investigadores cruzaram informações do registro de entrada e saída de carros do sítio de Bruno, para saber que o jogador saiu do local na noite do dia 8 de junho um pouco antes dos comparsas, mas voltou com eles.

– Ele levou Eliza para o sacrifício.

Bruno e os amigos teriam levado a jovem para a casa em Vespasiano, onde o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, estrangulou-a. Na sequência, Santos mandou que os outros três fossem embora que ele cuidaria do corpo.

Na volta ao sítio, Bruno e os comparsas ainda queimaram uma mala de Eliza perto de uma cisterna.

Quanto ao paradeiro do corpo da jovem, outro delegado do caso, Wagner Pinto, contou que ainda pode fazer buscas em outros locais. A polícia encontrou marcas “semelhantes a sangue” no porta-malas do carro de Santos. Questionado se o corpo poderia ter sido levado para outro local, Pinto disse que a nada está descartado.

Outra hipótese que a polícia tenta provar, considerando o depoimento do adolescente, é que Eliza foi esquartejada e parte do corpo teria sido dada como alimento para cães. Os cachorros encontrados na casa de Vespasiano passarão por exames.

Jornal Midiamax