Geral

Comércio comemora “ótimo” movimento do Dia dos Pais

Fechamento das vendas do Dia dos Pais revelou aumento em relação ao mês julho, e queda com o mesmo período do ano passado

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

None

Fechamento das vendas do Dia dos Pais revelou aumento em relação ao mês julho, e queda com o mesmo período do ano passado

Aumento nas vendas em relação a julho, mas queda no lucro em relação à mesma data comemorativa do ano passado. Assim foi o “fechamento” das vendas a prazo para o Dia dos Pais na Capital, segundo a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande.

Os números mostram que, na semana que antecedeu a data (entre os dias 5 e 10 de agosto), foram realizadas 14.706 consultas ao SPC – demonstrando uma queda de 8,25% em relação ao mesmo período de 2001 (entre os dias 6 e 11 de agosto), em que ocorreram 16.029 consultas.

No entanto, esses números comprovam também que a chegada do Dia dos Pais “aqueceu” as vendas a prazo em relação às duas primeiras semanas do mês passado. Houve um aumento de 6,75% no número de consultas ao SPC: na segunda semana de julho, foram 13.776 consultas ao órgão.

CRISE – Apesar da queda nos pedidos e compras a prazo em relação ao ano passado, os comerciantes estão satisfeitos com o movimento registrado no Dia dos Pais. Segundo eles, a alta do dólar e a iminente crise pela qual o país vem passando não impediram que os consumidores comprassem, pelo menos, “um presentinho simbólico” para os pais.

Em meio a essa crise, os setores que mais venderam – ou que mais geraram lucro – foram os de vestuário, calçados e “pequenas lembranças” masculinas, ainda de acordo com a Associação Comercial.

Os dados computados pelo órgão podem ser comprovados pelos depoimentos bastante “alegres” de comerciantes e gerentes de lojas de roupas e calçados de Campo Grande.

“Foi muito bom o movimento e as vendas corresponderam exatamente ao que nós esperávamos. Tivemos um ótimo fluxo de pessoas durante toda a semana e no sábado tinha gente na loja o dia todo”, comemora Fernanda Perez Moreira, gerente de uma loja da rua 14 de Julho, no centro.

Fernanda e inúmeros outros lojistas da Capital esperavam lucrar entre 20% e 60% com o Dia dos Pais. Apesar dos fatores negativos da economia brasileira (alta do dólar e aumento do risco-país), eles parecem ter vencido a crise e comemoram, agora, o bom resultado dos investimentos feitos especialmente para “fisgar” os filhos em busca de presentes.

Jornal Midiamax