Os jogos do Campeonato Sul-Mato-Grossense começam neste domingo (21), mas podem ficar sem público. Estádios como o Jacques da Luz e o Douradão, em e , são alvos de inquérito que apuram as condições de segurança para os torcedores.

Nos dois casos, os promotores solicitaram os laudos de segurança, que indique o seguro de acidentes pessoais, bem como a disponibilização de médico, profissional de e ambulância para qualquer jogo do campeonato.

Em caso de não apresentação desses documentos, os jogos podem ficar sem público. A Federação Municipal de Esporte entregou laudo, mas ainda não há decisão pelo (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

O Douradão já recebe jogo na abertura do campeonato, entre Dourados e Corumbaense.

Mais estádios na mesma situação

O MPMS instaurou inquérito para apurar as condições de outros estádios também. O Estádio Luiz Saraiva Vieira, o Saraivão, em , foi impedido de receber jogos com público.

Inicialmente, a FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) afirmou que apresentou toda a documentação necessária para receber os torcedores, mas promotor rebateu afirmação.

Em nota publicada nesta quarta-feira (17), o promotor Daniel do Nascimento Britto, da promotoria de Ivinhema, contestou as afirmações do diretor de competições da Federação, Marcos Tavares, que afirmou que obrigações dos laudos foram cumpridas.

“Diferente do afirmado pelo Sr. Marcos Tavares, diretor de competições da Federação, o Ivinhema FC não cumpriu com a obrigação de entregar todos os laudos obrigatórios […] Nos termos da referida norma, deveria o Ivinhema FC apresentar Laudo de Segurança (Polícia Militar), Laudo de Prevenção e Combate a Incêndios e Pânico (Bombeiro Militar); Laudo de engenharia, acessibilidade e conforto (engenheiros, eletricistas e arquitetos); Laudo de condições sanitárias e de higiene (vigilância sanitária)”, diz trecho da nota.

A nota pontua que em ofício da própria Federação destinada à promotoria, o Ivinhema FC não apresentou “plano de segurança” e “Laudo de Engenharia, acessibilidade e conforto”, documentos que são obrigatórios e que impediriam a realização de jogos no estádio.

“Assim, se a própria Federação, por meio de ofício, destaca a ausência da documentação, qualquer afirmação contrária é inverossímil. Tão logo sejam apresentados os laudos obrigatórios faltantes, quais sejam, plano de segurança, laudo de Engenharia, acessibilidade e conforto; e de condições sanitárias e de higiene, a 1ª Promotoria de Justiça de Ivinhema analisará a documentação, podendo rever seu posicionamento com relação à realização dos jogos no Estádio Saraivão”, pontua.

O promotor afirma na nota que em partida pelo campeonato estadual de 7 de abril de 2013 torcedores se envolveram em briga generalizada no estádio, resultando em feridos e um deles tem sequelas até hoje.

Morenão sem jogos

Em Campo Grande, o maior estádio sequer sedia jogos. O Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, já foi palco de vários jogos pelo estadual. No entanto, em 2023 foi feito anúncio de que não sediaria mais os jogos.

De acordo com o vice-presidente da FFMS, Marco Antônio Tavares, na época do início da competição, o andar das obras inviabilizava a realização do campeonato no Morenão.

O principal impedimento era que o espaço não tinha os vestiários liberados. As obras de revitalização foram anunciadas dentro do pacote de R$ 120 milhões do Governo de MS ao esporte do Estado, em outubro de 2021 – após aniversário de 40 anos de funcionamento.

Após um bate e rebate sobre atrasos entre a Fundesporte e a UFMS, as obras começaram em junho de 2022. O processo de revitalização se divide em três etapas: estrutura e banheiros, parte elétrica, e acessibilidade e pânico. O investimento total pelo Governo do Estado é de R$ 9,4 milhões.

O que falta no Morenão?

Conforme adiantado pelo Jornal Midiamax, a Fapec não tinha uma previsão exata para a finalização da obra. Em fevereiro, 50% do projeto dos banheiros e vestiários (fase 2) já estavam concluídos.

Na fase 1 ainda faltavam as obras previstas no PSCIP (Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico) e parte da do Estádio Morenão.

Apesar de não ter previsão, a estimativa para a conclusão da fase 2 era até abril de 2023. Já a fase 1 tinha como tempo estimado o período de 10 meses, após a aprovação dos projetos por parte da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).

Até o momento, não há previsão para o retorno dos jogos no Morenão.