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Tite se irrita em coletiva com insinuação e grita para defender honra

O treinador foi convidado a comentar sobre declarações do comandante argentino Edgardo Bauza

Gerciane Alves Publicado em 17/04/2015, às 10h51

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O treinador foi convidado a comentar sobre declarações do comandante argentino Edgardo Bauza

Normalmente calmo e analítico, o técnico Tite se irritou na coletiva da última quinta-feira, após o empate sem gols com o San Lorenzo pela Libertadores . O treinador foi convidado a comentar sobre declarações do comandante argentino Edgardo Bauza, mas, sem ter ouvido a fala do rival, defendeu aos berros sua honra e dignidade em relação a uma possível eliminação do São Paulo .

A confusão começou mais cedo, ainda na coletiva do técnico do San Lorenzo. Bauza afirmou que o Corinthians , que se classificava com o empate, parou de atacar com ênfase nos 25 minutos e que isso só Tite poderia explicar. Além disso, disse acreditar que o time paulista entraria na próxima semana com força máxima para eliminar o arquirrival e, assim, evitar um Majestoso em uma fase avançada da Libertadores.

As declarações, presenciadas pela reportagem do Terra , foram, em uma primeira análise, sinceras e sem nenhum tom de maldade. Contudo, no famoso “telefone sem fio”, Tite, ao ser questionado sobre as respostas, entendeu que Bauza fazia uma insinuação sobre a tentativa do Corinthians eliminar os são-paulinos. Foi o suficiente para o treinador defender sua honra.

“Isso é de uma baixaria que não serve para mim. Para mim, não serve”, exaltou, aos berros, para espanto geral na sala. ”Eu tenho muito respeito às pessoas e instituições. E eu tenho certeza que o corintiano têm muito orgulho de quem está aqui. Mas ninguém vai levantar questões da minha carreira, olho para trás e tenho muito orgulho da minha carreira. Não sei se foi a intenção dele, mas a resposta está bem colocada”, opinou.

O assunto São Paulo, insistido pela imprensa, foi um “tabu” durante a entrevista. A cada pergunta sobre o jogo da próxima quarta-feira, que pode até eliminar a equipe tricolor da Libertadores, o treinador corintiano mostrava certo incômodo e assumia postura defensiva. “Ninguém chuta 17 bolas a gol se não quer vencer. A minha veemência, não sei qual a intenção dele (Edgardo Bauza), mas tenho que falar da minha posição”, acrescentou mais tarde.

Ao final da entrevista, jornalistas se aproximaram do treinador e o mal entendido com o técnico do San Lorenzo foi, em parte, resolvido. Tite foi informado por quem estava na sala anteriormente de que as declarações de Bauza não tiveram segundas intenções e agradeceu a explicação, argumentando de que teria que defender a honra de sua carreira.

Em São Paulo, o assunto “entregas” é sensível e contou com polêmicas recentes. No ano passado, Mano Menezes, então no Corinthians, ironizou o São Paulo por uma suposta “entregada” para eliminar o time alvinegro. Caso semelhante ocorreu em 2010, com Tite no Corinthians, envolvendo o Palmeiras .

Jornal Midiamax