O goleiro são-paulino não poupou críticas a postura do árbitro

O goleiro são-paulino não poupou críticas a postura do árbitro paulista Thiago Duarte Peixoto na vitória por 3 a 2 no clássico contra o Santos nesta quarta-feira, no Estádio do Morumbi, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro . O camisa 1 condenou o excesso de rigor pelo cartão amarelo que recebeu com o reserva Renan Ribeiro por contestar a marcação do pênalti que gerou o empate do rival, nos acréscimos do primeiro tempo.

“A reclamação foi com esse árbitro que quer aparecer todo o jogo, já foi assim em Curitiba, com o Atlético-PR. Nós já fizemos uma reclamação para o setor de arbitragem, mas, justamente em nosso jogo, ele foi escalado. Eu e o Renan que reclamamos dele fomos advertidos com o cartão. O cara quer ser a estrela do jogo, mas só tem que apitar. Se quer dar pênalti, ou não dar, é outro problema, interpretação dele, mas ele quer aparecer”, desabafou o goleiro na saída para o intervalo.

“Eles (Confederação Brasileira de Futebol ) querem revitalizar o conceito de jogo. Falar com educação com o árbitro, sem ofensa, é algo que deveria ser permitido, é um conceito errado, que estão querendo implantar no futebol. O futebol não tem mais graça, você não pode mais colocar a sua opinião para um árbitro dentro de jogo? Ainda mais esse sujeito que fez o que fez com o Walter, expulsou o cara sem fazer nada para ele”, completou.

O discurso de Ceni foi sustentado pela postura de Peixoto na expulsão do atacante Walter na vitória por 1 a 0 diante do Atlético-MG, pela terceira rodada da competição nacional. Na ocasião, o camisa 18 questionou uma marcação e foi expulso direto da partida.

O árbitro, inclusive, aplicou o mesmo critério para expulsar o meia Marquinhos Gabriel, que reclamou acintosamente sobre uma possível cotovelada em um lance ofensivo do Santos e foi expulso direto. Após o cartão, esbravejou em direção ao juiz.

O próprio Santos também já fez coro sobre o novo rigor da arbitragem pela expulsão do técnico Marcelo Fernandes na derrota por 1 a 0 para a Chapecoense , pela terceira rodada. Em entrevista à TV Santa Cecília, de Santos, o presidente Modesto Roma Júnior afirmou que enviou ofício direcionado à CBF reclamando, principalmente, da orientação do presidente da comissão de arbitragem da entidade, Sérgio Correa, a quem chamou de “chefe da tribo” e “querer aparecer mais do que o futebol”.

As novas diretrizes da Comissão de Arbitragem cobram que o árbitro puna com cartão amarelo sempre que um atleta “reclame de forma acintosa”. Quando acontecerem ofensas, será sempre mostrado o vermelho, ainda mais quando se tratar de treinadores.

Após vitória, discurso mais ameno

No fim do jogo, após a vitória conquistada com a marcação de um pênalti já no fim, Ceni esfriou o seu discurso com relação a Peixoto, chegando até a elogiar o árbitro: “é umbom arbitro, com muita técnica, mas que cometeu excessos. Trouxe uma carga desnecessária, tanto que o segundo tempo mudou. Ele é jovem, pode maneirar da forma como levar o jogo para uma maneira mais suave”. A vitória levou o ao G4 da competição, com dez pontos. A equipe, no entanto, ainda aguarda os demais resultados da rodada.

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