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Eurico dispara: “futebol não pode ser apitado por veado”

Ao falar sobre homossexualidade no esporte, o cartola disse não ser contra os gays, e sim contra os "veados"

Gerciane Alves Publicado em 11/06/2015, às 13h44

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Ao falar sobre homossexualidade no esporte, o cartola disse não ser contra os gays, e sim contra os “veados”

O presidente do Vasco , Eurico Miranda, acrescentou mais uma declaração à sua coleção de polêmicas nos bastidores do futebol . Na última quarta, o dirigente foi à rádio carioca O Dia e, entre diversos comentários, foi contrário à prática do fair-play no futebol e mostrou postura sexista com relação a presença das mulheres. Além disto, disparou contra os homossexuais no esporte.

Para Eurico, o futebol é uma guerra na qual não há espaço para “tréguas”. “Futebol é uma guerra. Até na pelada é uma guerra. Você entra para ganhar, não pode ter essas babaquices para lá, para cá, colocar a bola para fora. Por qual motivo tem que devolver, p…? Sabe o que isso ocasiona? O jogador fingir que está contundido, colocar a bola para fora sem motivo”, disse o presidente cruz-maltino, que ainda não emplacou uma vitória sequer na Série A .

Ao falar sobre homossexualidade no esporte, o cartola disse não ser contra os gays, e sim contra os “veados”. Ainda, mostrou uma postura sexista ao defender que “mulheres devem apitar jogos de mulheres”. “Futebol não pode ser apitado por veado. Veado que apita futebol pode se comprometer. Mulher tem que apitar jogo das mulheres, não tem que apitar jogo dos homens. Mas não tenho e nunca tive nada contra gay, tenho contra veado”, polemizou.

Questionado por um ouvinte sobre suas impressões com relação ao escândalo de corrupção na Fifa , Eurico se irritou e xingou o interlocutor. “Você deve ser um flamenguista de m… Se você não sabe, vou te explicar. O problema é o seguinte: fui investigado, chacoalhado de cima para baixo e nada foi encontrado. Este episódio da Fifa eu denunciei em 1998 ou 1999. É só procurar na internet”, disse.

Atendo-se aos assuntos do Vasco, Eurico Miranda comentou o rompimento temporário do contrato de Bernardo e seu problema comportamental . “É um problema dele. Eu sempre fui adepto de uma filosofia diferente: o problema que o jogador tem fora do trabalho, desde que não comprometa a instituição e não traga reflexos a sua produção, não tenho nada com isso. Ele está com o contrato suspenso por 20 dias por problema comportamental. Por este tempo, não tem relação”, garantiu.

Jornal Midiamax