CPI do Futebol ganha reforço de Polícia Federal e Ministério Público

A comissão ainda não tem data para iniciar
| 29/05/2015
- 22:08
CPI do Futebol ganha reforço de Polícia Federal e Ministério Público

A comissão ainda não tem data para iniciar

A CPI do Futebol ganhou ainda mais força nesta sexta-feira, 29, com a adesão da PF (Polícia Federal), MPF (Ministério Público Federal), MJ (Ministério da Justiça) e Casa Civil da Presidência da República. A comissão ainda não tem data para iniciar, mas sua criação foi confirmada no Diário do Senado na sua edição de hoje, após a adesão de 53 dos 81 senadores.

Assim, haverá uma investigação em conjunto entre todos os órgãos na apuração de possíveis irregularidades em contratos feitos pela CBF para a Copa das Confederações-2013 e a Copa do Mundo-2014. PF e Ministério Público já estão em ação, em um acordo de cooperação com a Justiça dos Estados Unidos, que iniciou processo que desencadeou a prisão de oito dirigentes de futebol de diversos países, entre os quais José Maria Marín, ex-presidente da CBF.

Todos os envolvidos na investigação em território brasileiro compartilharão informações e reaizarão esforços em conjunto. A decisão foi tomada após encontro entre o senador Romário (PSB-RJ), autor do pedido da CPI do Futebol, o chefe da Polícia Federal, Leandro Daiello, o assessor-chefe da Assessoria Especial da Casa Civil, Diogo Sant’Ana, e o Secretário Nacional de Justiça, Beto Vasconcelos.

Na próxima segunda-feira (2), o senador Romário se reúne com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot para tratar do mesmo assunto. No dia 15, Ministério da Justiça, Polícia Federal e parlamentares integrantes da CPI do Futebol vão se reunir com doutor Janot na sede da PGR.

No âmbito do Senado, os líderes partidários têm cinco dias para indicar os senadores que vão fazer parte do colegiado na CPI. Romário, o propositor, disse em entrevista nessa quinta-feira, 28, que pretende ficar com a relatoria da comissão.

A CPI do Futebol será a sexta em funcionamento no Senado. As outras cinco são: do assassinato de jovens; do CARF; das próteses; dos fundos de pensão; e do HSBC.

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