A JBS anunciou nesta sexta-feira (12), durante visita do presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vai duplicar a unidade II de Campo Grande, dobrando a capacidade de produção e a quantidade de trabalhadores em um ano. Para isso, a empresa deve investir R$ 150 milhões para transformar a unidade na maior planta de carne bovina de toda a América Latina.

A partir do investimento na unidade recém-habilitada a exportar para a China, a fábrica terá capacidade diária para processar 4.400 animais, enquanto a quantidade de colaboradores vai saltar dos atuais 2.300 para 4.600. As duas unidades da JBS de Campo Grande e uma de Naviraí receberam autorização para exportar para a China em março.

“Operamos em muitos países ao redor do mundo e nenhum deles é hoje tão atrativo quanto o Brasil para se investir no agronegócio”, disse Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.

Com as liberações, as unidades de produção de bovinos de Mato Grosso do Sul agora podem embarcar por um volume equivalente a 2,3 milhões de animais, acréscimo de 1,87 milhão. Antes, o número de exportação para a China alcançava um número equivalente a, no máximo, 467 mil cabeças. Considerando o share de processamento no estado, o potencial de embarque para a China subiu de 11,4% para 57,1%.

A unidade Campo Grande II foi uma das habilitadas em março. Construída em 2007 e adquirida pela JBS em 2010, conta hoje com 2.300 colaboradores e produz, todos os dias, 440 toneladas de carne e 136 toneladas de hambúrgueres (ou 2,4 milhões de unidades). Além da China, a fábrica pode exportar para Estados Unidos, Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Argentina, União Europeia e Chile, entre outros.

MS triplicou plantas aptas a exportar para a China

Com seis novos frigoríficos habilitados a exportar carne bovina para a China, Mato Grosso do Sul triplica o número de plantas habilitadas e amplia de 11% para 57% a capacidade de abate autorizada para exportação ao país. A China já é o principal parceiro comercial de Mato Grosso do Sul, mas o novo cenário deve impactar na economia estadual e também no bolso de pecuaristas.

O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) afirma que as novas habilitações podem gerar incremento de R$ 10 bilhões na balança comercial brasileira ao logo de um ano. Secretário do Mapa, Roberto Perosa (Comércio e Relações Internacionais) destaca a participação de Mato Grosso do Sul nas novas habilitações.