Mais da metade da população de Mato Grosso do Sul, 53,1%, viveu com até 1 mínimo per capita em 2022. O número está abaixo da média nacional, que é de 60,1%. 

Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatísticas), nesta quarta-feira (6), na “Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições De Vida da População Brasileira 2023″. 

O levantamento traz dados sobre o rendimento domiciliar per capita mensal em salários mínimos. A pesquisa mostra que 37,3% da população sul-mato-grossense vivia com 1 a 3 salários mínimos per capita. Somente 9,6% ficou no grupo de rendimento per capita acima de 3 salários mínimos. 

Rendimento médio

O rendimento médio somando todos os trabalhos dos sul-mato-grossenses ocupados com 14 anos ou mais é o quinto melhor do país e 12.14% acima da média nacional, de R$ 2.659. 

O levantamento aponta que na semana de referência da pesquisa, em 2022, a renda média dos sul-mato-grossenses ocupados juntando todas as remunerações era de R$ 2.982. 

Confira o top 5 dos melhores rendimentos do país em 2022:

  • Distrito Federal: R$ 4.403;
  • : R$ 3.254;
  • : R$ 3.207;
  • Santa Catarina: R$ 3.030;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 2.982

Frequência escolar

O IBGE também levantou dados sobre educação. A Tafel (Taxa Ajustada De Frequência Escolar Líquida) mostra a proporção de pessoas que frequentam a etapa de ensino adequado à faixa etária ou que já a haviam concluído o ensino, de acordo com a organização do sistema educacional brasileiro. 

Essa taxa entre alunos de 6 a 14 anos de em Mato Grosso do Sul, nos anos de 2019 a 2022, chegou a 95,5%, acima da meta 2 do PNE (Plano Nacional de Educação). 

A meta 2, que prevê Tafel de 95% para o ensino fundamental, mede a universalização do acesso ao ensino fundamental de nove anos de estudo para toda a população de 6 a 14 anos de idade.

A Síntese de Indicadores Sociais também mostra que 19,1% das de Mato Grosso do Sul e 23,7% de Campo Grande frequentaram a educação infantil na rede privada em 2022. 

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