Paper Excellence ganha na Justiça controle da Eldorado Brasil Celulose

Desentendimentos entre comprador e vendedor levaram a negociação para a arbitragem judicial.
| 31/07/2022
- 12:56
Paper Excellence ganha na Justiça controle da Eldorado Brasil Celulose

A Eldorado foi vendida em setembro de 2017 para o empresário Jackson Widjaya, da mesma família que controla a gigante asiática Asia Pulp and Paper (APP), dona da Paper. Desentendimentos entre comprador e vendedor levaram a negociação para a arbitragem judicial.

A Paper fez pagamentos de R$ 3,8 bilhões, equivalentes a 49,4% da Eldorado. O negócio não foi concluído porque os irmãos Batista alegaram que os asiáticos não liberaram as garantias prestadas pela holding em dívidas da Eldorado para pagar os credores.

O que dizem as empresas

"Nosso foco agora será integrar e operar a nova unidade brasileira da Paper Excellence. Posteriormente, avaliaremos o momento adequado para a expansão da planta", disse Cláudio Cotrim, diretor presidente da Paper Excellence no Brasil, em nota.

A decisão anterior ganha pela J&F considerava a quebra do dever de revelação do árbitro Anderson Scheiber. A J&F diz que houve das comunicações entre a J&F e seus advogados, confessada diante do juízo e das autoridades policiais e corroborada por provas.

"Além do malabarismo para desviar das provas, a sentença premia os advogados da parte adversária com R$ 600 milhões em honorários de sucumbência, valor superior até ao que eles mesmos requereram", informou a J&F.

Após a publicação do posicionamento da J&F, a Paper Excellence divulgou comunicado dizendo que as sentenças não estavam suspensas.

"A Paper Excellence tomou conhecimento de nota pública divulgada pela J&F em que a empresa volta a alegar nulidade, agora de decisão judicial. Lamentamos que a J&F, depois de violar maliciosamente o contrato de venda da Eldorado e de não cumprir a sentença arbitral, ataque a sentença proferida pela Justiça Brasileira. Fica evidente que a J&F muda seus alvos conforme suas derrotas. A afirmação de J&F sobre a nulidade da sentença é mais uma demonstração da absoluta falta de respeito da J&F, desta vez com as decisões da Justiça. As ações judiciais em trâmite na 2ª Vara Empresarial de São Paulo cujas sentenças foram proferidas ontem não estão nem nunca estiveram suspensas e este fato foi analisado pela juíza Renata Maciel em sua sentença", diz a nota da companhia.

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