Cotidiano / Economia

Protesto paralisa produção de duas fábricas da BRF

Empresa manifestou-se contrária aos protestos por todo o Brasil e sofreu retaliação

Midiamax Publicado em 24/02/2015, às 00h15

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Empresa manifestou-se contrária aos protestos por todo o Brasil e sofreu retaliação

Duas fábricas da empresa de alimentos BRF, em Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, no Paraná, interromperam o processamento de aves por falta de matéria-prima, devido aos protestos de caminhoneiros que atingem o Estado, informou a empresa nesta segunda-feira em nota.

A BRF, uma das maiores exportadoras de alimentos do Brasil, indicou que os protestos em rodovias, que ocorrem também em outros Estados brasileiros, podem trazer sérios problemas para a extensa cadeia de produção que movimenta praticamente todo o ciclo agropecuário, começando pela compra e transporte de grãos para fabricação de ração animal, industrialização e distribuição de alimentos.

Mais cedo, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse à Reuters que as manifestações estão causando prejuízos à indústria produtora e exportadora de carne suína e de aves, reduzindo abates de animais e ameaçando as exportações do país.

A BRF disse que “vem fazendo todos os esforços para a continuidade do seu ciclo produtivo, evitando a mortandade de animais nos campos e nos caminhões devido à falta de grãos, bem como a perda de certificações sanitárias e a consequente queda nas exportações, e garantindo o abastecimento de alimentos”.

A companhia, maior produtora de carne de aves e suínos do Brasil, acrescentou que bloquear o escoamento dos produtos finais pode provocar o estrangulamento da cadeia produtiva, trazendo prejuízos.

Os protestos são promovidos contra os baixos preços de frete e os custos com combustíveis, prejudicando o transporte de cargas e o escoamento de produtos do agronegócio em diversos Estados brasileiros nesta segunda-feira.

A Petrobras elevou ao final do ano passado os preços do diesel na refinaria, e posteriormente o governo federal reimplementou alguns tributos incidentes sobre os combustíveis, como a Cide, com impacto no valor da bomba.

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