Cotidiano / Economia

Para Fiems, ajuste fiscal é engodo do governo para cobrir próprias despesas

Presidente da federação, Sérgio Longen, criticou o aumento de impostos e tarifas

Midiamax Publicado em 28/02/2015, às 00h29

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Presidente da federação, Sérgio Longen, criticou o aumento de impostos e tarifas

Após o governo federal publicar na edição desta sexta-feira (27) do Diário Oficial da União a Medida Provisória 669, que altera o sistema de desoneração da folha de pagamento, a Fiems aumentou o tom de crítica às medidas tomadas desde o início do ano pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff. Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, é um absurdo o que o governo federal vem fazendo com o setor produtivo nacional.

“A MP publicada nesta sexta-feira demonstra um completo desespero da União em relação às contas públicas e a única maneira que a equipe econômica está encontrando de cobrir as despesas é aumentando os impostos”, declarou Sérgio Longen, completando que a sociedade brasileira esperava cortes nas despesas públicas, mas, pelas medidas adotadas pelo governo federal, devem ficar só no campo das promessas.

“O governo federal sinaliza que fará cortes nas despesas, mas opta pela elevação de impostos dia após dia. O discurso de ajuste fiscal não é nada mais do que um engodo para praticar o aumento de taxas e tarifas e, dessa forma, cobrir os gastos públicos. O governo da presidente Dilma está na contramão dos países desenvolvidos”, criticou o presidente da Fiems.

Para ele, o setor industrial vem perdendo a competitividade e a decisão de, a partir de junho deste ano, obrigar as empresas que recolhem 2% do faturamento para a Previdência Social a arcar com 4,5%, enquanto aquelas que pagam 1% terão de recolher 2,5%, é mais uma medida de impacto expressivo sobre a capacidade de enfrentar os desafios da competitividade global. “Trata-se de um retrocesso para a competitividade de muitos setores que enfrentam forte concorrência internacional. Tal medida gerará forte impacto para a indústria e para a economia nacional, com consequências inclusive para a manutenção de empregos”, pontuou.

Sérgio Longen elenca, entre outras medidas recessivas do governo federal, a elevação dos juros – Selic – para 12,25%, com indicação de novos aumentos até o fim do ano, aumento da alíquota de IOF para as operações de crédito da pessoa física de 1,5% para 3%, elevação na alíquota de PIS/Cofins sobre importação de 9,25% para 11,75%, aumento da Cide e do PIS/Cofins sobre combustíveis e aumento abusivo da energia elétrica, somados todos os reajustes, a conta de luz ficará 50% mais cara.

Além disso, o governo ainda vetou a correção de 6,5% da tabela de IR, o que na prática, muitos que não pagariam IR passarão a pagar e outros que pagariam menos com a correção dos limites, pagarão mais do que deveriam. “Essas medidas demonstram claramente o descontrole das contas públicas em um momento de recessão da economia brasileira, aumento das demissões e taxa de desemprego e, por fim, inflação acima do teto da meta”, finalizou o presidente da Fiems.

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