Em junho o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de Campo Grande foi de -0,14%, o que corresponde a 0,44 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,30%). No panorama nacional, a inflação oficial do mês de junho caiu -0,08%, menor variação para o mês de junho desde 2017. Ou seja, a queda em Campo Grande ficou acima da média nacional.

No ano, o IPCA acumula alta de 2,91% e, nos últimos 12 meses, de 2,43%, abaixo dos 3,24% observados nos 12 meses anteriores.

O IPCA é um índice usado para medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população do país. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação no Brasil e reflete o custo de vida e o poder de compra da população brasileira.

Entre os grupos que registraram maior deflação destacam-se o de Alimentação e bebidas (-1,05%), Artigos de residência (-0,76%), Habitação (-0,14%) e Transportes (-0,03%).

Segundo o analista de pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), André Almeida, o grupo de Alimentação e bebidas e Transportes são os mais pesados dentro da cesta de consumo das famílias.

“Juntos, esses grupos representam cerca de 42% do IPCA. Assim, a queda nos preços desses dois grupos foi o que mais contribuiu para esse resultado de deflação no mês de junho”, explica.

Na contramão, o setor de Vestuário registrou a maior variação do mês, 1,06%. Os demais grupos ficaram entre o 0,09% de Educação e o 0,58% de Saúde e cuidados pessoais (0,58%).

Conforme os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a redução no setor de alimentação e bebidas deve-se, principalmente, ao recuo nos preços da alimentação no domicílio (-1,54%), que haviam registrado estabilidade em maio.

Dentre os alimentos que registraram maiores queda destacam-se o feijão-carioca (-14,12%), óleo de soja (-9,76%), do tomate (-5,84%), das carnes (-3,68%) e o leite longa vida (-2,46%). Por outro lado, a batata-inglesa registrou alta de 12,61% e o alho subiu 10,78%.

População de Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax/Arquivo)

Queda no gás e estabilidade na energia elétrica geram impacto positivo no grupo habitação

Em Campo Grande, o grupo Habitação registrou -0,14%, o recuo foi registrado após dois meses de alta consecutiva. A variável de maior impacto do grupo, a energia elétrica residencial, contribuiu para a queda registrando 0,00%.

Entre as altas destacam-se os subitens aluguel residencial (1,96%), tinta (1,76%) e sabão em pó (1,19%). Já no lado das quedas, estão os subitens: gás de botijão (-4,62%), detergente (-2,09%) e sabão em barra (-1,68%).

Queda nos preços dos combustíveis contribui para recuo de Transportes

No grupo de Transportes, a queda foi influenciada pelo recuo nos preços dos combustíveis (-0,78%), como a queda de -6,95% no óleo diesel, -6,41% no etanol e -0,28% na gasolina.

Conforme o IBGE, outros fatores que contribuíram para o recuo foram o resultado dos automóveis novos, -2,36%. Em relação às altas, as passagens aéreas subiram 7,54%, após queda de 24,05% em maio.

Reajuste dos Planos de saúde contribuiu para alta no grupo Saúde

Os dados mostram que o resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,58%) foi influenciado pela alta nos preços dos planos de saúde, que subiu 0,29%, subitem de maior peso no grupo.

Conforme o IBGE, esse aumento decorre do reajuste de até 9,63% autorizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em 13 de junho, com vigência a partir de maio de 2023. Ou seja, no IPCA de junho foram apropriadas as frações mensais relativas aos meses de maio e junho.

Tênis e bolsa impulsionam alta do vestuário

O grupo Vestuário apresentou alta de 1,06% no mês de junho, o que contribuiu para o resultado do mês.

Entre os subitens que apresentaram alta destacam-se o tênis (3,74%), bolsa (2,96%) e conjunto infantil (2,85%). As maiores quedas vieram do vestido, com -1,90%, bermuda/short masculino, com -1,75% e vestido infantil, com -1,53%.

O grupo Artigos de residência teve variação mensal de -0,76% em junho. As maiores quedas foram encontradas em itens como: refrigerador (-2,98%), televisor (-2,96%) e móvel para copa e cozinha (-1,79%).

INPC cai 0,25% em Campo Grande no mês de junho

O IBGE divulgou nesta terça-feira (11), o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mostra uma queda de 0,10% em junho. Em Campo Grande o Índice caiu 0,25%, o que também corresponde a uma queda acima da média nacional.

No panorama nacional do mês de maio, o índice havia registrado aumento de 0,36%. No ano, o INPC acumula alta de 2,69% e, nos últimos 12 meses, de 3,00%, abaixo dos 3,74% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2022, a taxa foi de 0,62%.

Os produtos alimentícios registraram queda 0,66% em junho, enquanto os não alimentícios subiram 0,08%, o que representa uma desaceleração em relação ao resultado de 0,43% observado em maio. 

O que difere o INPC do IPCA é o recorte da sociedade. O IPCA avalia o consumo de famílias que ganham até 40 salários mínimos, já o INPC considera famílias que ganham de 1 a 5 salários mínimos. No IPCA, o cálculo considera um público mais abrangente, por isso é usado como principal índice para apontar a inflação no país.