Pela primeira vez em seis meses, a de ficou mais barata. Em fevereiro de 2023, a população campo-grandense precisou desembolsar R$ 719,94 pelos produtos, R$ 23,15 a menos que em janeiro deste ano.

A redução no preço total da cesta básica é resultado de queda no custo de vários itens, entre eles a banana, o tomate, óleo de soja, bovina, café e açúcar. Considerando janeiro e fevereiro, a cesta básica de Campo Grande está 3,26% mais barata.

Em quatro anos, a cesta básica de Campo Grande ficou R$ 281,30 mais cara, visto que em fevereiro de 2019, antes a pandemia de Covid-19, o custo dos produtos somavam R$ 438,64.

Em 2022, a cesta básica de Campo Grande teve a terceira maior alta do país.

Produtos custam 59% de um salário mínimo

Em fevereiro, o campo-grandense precisou usar 59,78% do salário mínimo para arcar com os custos da Cesta Básica. Na prática, significa que o trabalhador precisou de 121h39 de trabalho para conseguir arcar com os custos.

O Dieese considera que a determinação constitucional estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele. Dessa forma, em fevereiro de 2023, o salário mínimo necessário para a de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.547,58, ou 5,03 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.302,00.