Clientes lamentam aumento do GNV, mas insistem no combustível: 'Na ponta do lápis ainda compensa'

| 17/05/2022
- 10:00
Clientes lamentam aumento do GNV, mas insistem no combustível: 'Na ponta do lápis ainda compensa'
(Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

Apesar do reajuste de 19% no preço do GNV (Gás Natural Veicular) no começo de maio, e do repasse integral do reajuste aos consumidores, muitos clientes em Campo Grande ainda insistem no combustível.

Está certo que, cada vez mais, seu valor chega próximo ao patamar dos outros ‘concorrentes’, como etanol, e diesel, mas mesmo assim a conta ainda bate.

Cláudio Carvalho, mestre de obras de 52 anos, usava uma caminhonete a diesel para trabalhar. Faz 4 meses que mudou e agora usa o gás GNV. Em pouco tempo percebeu a mudança.

Quando fez a migração, gastava cerca de R$ 100,00 em 20 metros cúbicos do gás, agora já está em R$ 120,00. “Ainda sim eu vi bastante vantagem”.

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Posto abastecendo caminhonete com GNV em Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

Claudomiro Souza do Nascimento, de 53 anos, funcionário público, usa GVN desde janeiro. Ele também percebeu o aumento, mas disse que, na opinião dele, ainda compensa. “Quando coloca na ponta do lápis, ainda compensa GNV”.

Segundo Edson Lazarotto, diretor do Sinpetro-MS (Sindicato do Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes). É preciso levar em conta o componente da oferta e da demanda porque com o aumento de outros combustíveis há transferência de demanda por outros combustíveis, o que também altera o valor deles.

“Mesmo assim, o GNV ainda compensa. A autonomia é muito maior e ainda é uma alternativa para quem trabalha na cidade”, diz Edson.

Reajuste GNV

Começou desde domingo (1º) o aumento de 19% no gás natural em todo Brasil. Em anúncio feito na última sexta-feira (29), a Petrobras disse que o reajuste se deve à adequação ao preço do petróleo e do câmbio.

“A atualização trimestral para o gás e anual para o transporte atenua volatilidades momentâneas e assegura previsibilidade e transparência. Os contratos são públicos e divulgados no site da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)“, disse a Petrobras, na nota.

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