Cotidiano / Consumidor

Advogado de Bola diz que vai recorrer ao TJ para defender cliente

O advogado Fernando Magalhães, um dos defensores do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, afirmou após ter abandonado o julgamento do seu cliente que vai recorrer ao TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) contra o que ele classificou como “cerceamento de defesa”. O advogado ainda afirmou que vai tentar permanecer na defesa do […]

Arquivo Publicado em 19/11/2012, às 19h03

None

O advogado Fernando Magalhães, um dos defensores do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, afirmou após ter abandonado o julgamento do seu cliente que vai recorrer ao TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) contra o que ele classificou como “cerceamento de defesa”. O advogado ainda afirmou que vai tentar permanecer na defesa do réu.



Magalhães declarou que os advogados do ex-policial vão representar contra a magistrada Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).



“Ele [Bola] nos quer no caso. Vamos pleitear ao Tribunal de Justiça e ao Conselho Nacional de Justiça para que possamos continuar no processo sem o cerceamento de defesa”, afirmou.



Magalhães e os outros advogados de Bola deixaram o fórum Doutor Pedro Aleixo na tarde desta segunda-feira (19).



“A magistrada está desrespeitando o direito de defesa e impedindo que nos manifestemos de maneira livre”, disse, para complementar. “É impossível que se aconteça um julgamento”, afirmou.



“A falta de acesso a mídias, a falta de acesso a provas dos autos, a falta de acesso aos jurados de provas que foram recolhidas anteriormente. São 35 nulidades que nós apontamos. Ela quer que nós falemos das 35 em 20 minutos”, afirmou o advogado, que saiu do local com uma bolsa de viagem.



A juíza perguntou a Bola se ele gostaria de ser defendido por dois defensores públicos. Diante da negativa, a juíza determinou a ele que apresente novos advogados no prazo de 10 dias e desmembrou o processo em relação a ele.



“Acredito que a vontade dele prevalece e o Tribunal de Justiça terá bom senso. Nós não fizemos nada para termos essa sanção”, afirmou o advogado.



De acordo com ele, a juíza vai “vedar” o acesso deles novamente à defesa do ex-policial.


Jornal Midiamax