Cotidiano / Consumidor

Pesquisa revela que o consumidor de Campo Grande é lesado com divergência de preço entre a gôndola e o caixa

A fiscalização do PROCON/MS (Superintendência de proteção e Defesa do Consumidor) visitou os maiores supermercados de Campo Grande e identificou em todos, divergências de preços entre a gôndola e o caixa. Isso significa que o consumidor vê um preço na prateleira ou no próprio produto, mas na hora de pagar, no caixa, o preço é […]

Arquivo Publicado em 25/12/2011, às 11h36

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A fiscalização do PROCON/MS (Superintendência de proteção e Defesa do Consumidor) visitou os maiores supermercados de Campo Grande e identificou em todos, divergências de preços entre a gôndola e o caixa. Isso significa que o consumidor vê um preço na prateleira ou no próprio produto, mas na hora de pagar, no caixa, o preço é outro.


A porcentagem de divergência encontrada também pode ser chamada de porcentagem de descontrole do supermercado, ou ainda, de porcentagem de desconfiança que o consumidor deve ter em cada supermercado.


A princípio, poderia pensar que se trata de má-fé, no entanto, as divergências encontradas, são tanto para mais, como para menos. Portanto, se em alguns casos o supermercado tem lucro ilícito, em outros, o local fica no prejuízo.


Cerca de 100 produtos de cada estabelecimento foi analisado. A maior divergência encontrada foi no Makro, registrando 31%, sendo anotada divergência para menos de 22 produtos e para mais de 32. Enquanto que a menor ocorrência de descontrole foi no Atacadão da Coronel Antonino, com 6,45%, sendo 8 produtos para mais e 2 para menos.


Nos demais locais, a porcentagem de divergência computou o seguinte índice: Wallmart com 28%; Maxxi com 18,52%; Carrefour com 13,96%; Extra da Maracajú 13%; Comper da Ceará 10,56%; e Fort Atacadista no Norte Sul com 9,5%.


Resultado


A pesquisa concluiu que existem sérias falhas do sistema de controle dos preços por parte dos supermercados, que precisam ser corrigidas. Apesar de muitas vezes, causar prejuízos ao próprio estabelecimento, o fato é que na maioria dos casos, o prejuízo maior é para o consumidor. Pensando nisso, o cliente deve ficar bastante atento e adotar a prática de conferir os preços para não ser lesado.


De acordo com a assessoria do PROCON/MS, todos os autos de constatação lavrados serão convertidos em processos administrativos. O que resultará na geração de multas aos supermercados, para que por meio da punição, esses estabelecimentos tomem providências urgentes, para evitar que seus consumidores fiquem em situação de vulnerabilidade.


Convém salientar, que caso os consumidores identifiquem essa prática, devem acionar imediatamente o PROCON através do número 151. Para que seja possível coibir as divergências que expõem o consumidor ao prejuízo, também é possível entrar em contato por meio dos pontos de atendimento do PROCON/MS.

Jornal Midiamax