Moradores do bairro Caiobá passaram a noite cavando trieiros e alternativas para escoar a água da que alagou a região. Nesta sexta-feira (12), alguns trechos permanecem alagados e intransitáveis devido ao barro.

Na Rua Cachoeira do Campo, a enxurrada alagou comércios e casas durante o temporal de quinta-feira (11). O presidente do bairro, Wesley Neres, afirmou que havia uma tubulação de drenagem fluvial que atendia à região para escoamento da água; no entanto, aparentemente, a estrutura está suja e não comporta o volume de chuvas intensas.

“A tubulação tem mais ou menos dois metros de diâmetro, mas com o passar do tempo foi entupindo com terra e muita sujeira. Essa água vem da parte de cima da região do Grande Caiobá, como do Rivieira Park e Világio Rivieira. Por exemplo, toda a água desses bairros caem na Rua Leão Zardo”.

Os moradores tiveram dificuldades para transitar pela Rua Astúrio Luis Braga, apesar do patrolamento da (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), e parte do volume foi escoado para a Rua Mangaba. O trecho está com novas construções e não possui sistema de drenagem e abastecimento.

“A prefeitura loteou, mas não tem água, esgoto e a luz chegou há uns seis meses, não tem um estudo técnico. Com a chuva de ontem, a água não tem para onde escoar. A parte mais baixa que dá escoamento é o muro da creche. Tivemos que abrir um buraco na parede e abrir uma valeta para escoar, isso era 22h, senão os moradores não iam conseguir entrar em casa. Há anos que a gente pede isso aí (drenagem e escoamento), pois vem se tornando crônico cada vez mais”.

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Nível da água marcou muro na região (Fala Povo Midiamax)

Para se ter ideia do nível do volume de água, o muro da Emei ( Municipal de Educação Infantil) Sandra Mara Gobbo ficou marcado após o temporal.

A reportagem do Jornal Midiamax visitou trechos do bairro durante o temporal de quinta-feira. O nível da água invadiu comércio e residências. Outras ruas, inclusive asfaltadas, ficaram sujas do barro arrastado pela enxurrada.

“Vamos ver depois o tamanho do prejuízo, pois foi tudo muito rápido. Faz 8 anos que estou aqui e é sempre a mesma coisa”, disse Jervison Costa, 42, proprietário de uma loja de utilidades na Rua Cachoeira do Campo.

A Sisep informou, em nota, que ontem mesmo mobilizou equipe para iniciar os trabalhos para garantir o escoamento da água da chuva e evitar os alagamentos. “No que compete à administração municipal, em pontos críticos de alagamentos é feito estudo para definição das intervenções necessárias e a partir daí ir em busca de recursos. A Prefeitura vem constantemente buscando recursos para ampliar o sistema de drenagem e a pavimentação asfáltica nos bairros da Capital”.

Confira o vídeo:

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