O Incra-MS (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de ) recebeu, pelo segundo dia seguido, manifestações reivindicando do Governo Federal a reforma agrária, incluindo a reestruturação do Incra e o de famílias. Cerca de 200 militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais ) ocuparam a frente do órgão nesta quarta-feira (17).

A organização informou que a mobilização nacional visa pressionar pela distribuição de terras para Reforma Agrária em áreas que já estão em negociação, que possuem ocupações ou cujos proprietários possuem irregularidades perante a União.

Em Mato Grosso do Sul, o grupo reivindica assentamentos em áreas localizadas em Sidrolândia, Ponta Porã, Nova Andradina, Corguinho, Itaquiraí, Japorã, Batayporã e Dourados, além de listar uma série de fazendas com denúncias de trabalho escravo em Anastácio, , , Iguatemi, Naviraí e .

Na terça-feira (16), o MPL (Movimento Popular de Luta) percorreu ruas de Campo Grande a pé e se mobilizou em frente ao Incra com cerca de 300 pessoas. Entre eles, vários alegam que famílias esperam há 18 anos pela criação de um assentamento em Ponta Porã, na região de fronteira do Estado. Segundo o líder do MPL, Jonas Carlos da Conceição, há 12 anos não há implantação de novos assentamentos em Mato Grosso do Sul.

Ontem, estavam reunidos na ação apoiadores das cidades de Campo Grande, Nova Andradina, Sidrolândia, Ponta Porã e Dourados, que foram participar da manifestação. Os manifestantes prometem permanecer no local até que as reivindicações sejam atendidas.