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Cotidiano

Governo abre concurso com 279 vagas para o HRMS após denúncias do Midiamax sobre deficit de profissionais

A crise no maior hospital 100% público de MS envolve falta de 300 profissionais e suspensão de cirurgias eletivas
Renata Portela -
HRMS (Divulgação)

Em segunda edição extra do Diário Oficial do Estado de quinta-feira (18), o Governo do Estado, por meio da SAD (Secretaria de Estado de Administração), divulgou abertura de concurso público para 279 cargos vacantes em Gestão de Serviços Hospitalares. A publicação acontece após reportagens do Jornal Midiamax retratarem a defasagem no quadro de funcionários e a demora em oito meses para lançar edital do concurso, mesmo com certame autorizado.

Conforme a publicação, fica autorizada a dispensa de licitação, sendo a empresa favorecida para o concurso a Selecon (Instituto Nacional de Seleções e Concursos). São 279 vagas do quadro de pessoal da (Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul).

A próxima fase do certame será a publicação do edital, que detalha período de inscrições, quantitativo de vagas e data das provas.

O valor global do contrato é de R$ 779.760,00. Um dia antes, na quarta-feira (17), o Midiamax noticiou que a realização de um novo concurso foi autorizada há 8 meses, mas o Governo do Estado ainda não tinha data exata para publicar o edital.

Questionado, o Governo do Estado afirmou ainda que a previsão era para publicação do edital “nos próximos dias”. O último concurso realizado para preencher vagas no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul foi há 10 anos.

Com a saída de muitos funcionários, seja por aposentadoria, licenças ou outros motivos, o quadro está cada vez mais defasado.

Nesta semana, o Hospital Regional suspendeu a realização de cirurgias eletivas por cinco dias sob alegação do aumento no número de colaboradores apresentando atestado médico. Porém, não detalha o número de servidores com atestado e nem as causas que levaram aos pedidos de afastamento.

500 vagas em concurso ‘resolveriam’ problema

Autoridades da saúde pública ouvidas pelo Jornal Midiamax contestam a justificativa do hospital para a suspensão das cirurgias eletivas. Para eles, o real motivo é a falta de profissionais para atuar no dia a dia. Nesta semana, o Hospital Regional remanejou 25 servidores por de colegas.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de MS, Ricardo Bueno, acredita que a solução para a falta de profissionais é a realização de um concurso com no mínimo 500 vagas. Ele estima que só na área de enfermagem, onde o quadro é de 1 mil funcionários, faltem 300 profissionais.

“O último concurso foi realizado em 2014, precisamos urgente renovar o quadro de funcionários do hospital para garantir a prestação de serviço adequada”, afirma Bueno.

Crise no HRMS e comitê de ‘transição’

Com cirurgias eletivas suspensas desde a segunda-feira (15), o HRMS enfrenta crise envolvendo falta de pessoal. A expectativa é que as cirurgias programadas sejam retomadas na segunda-feira (22).

Além da falta de pessoal, o hospital enfrenta precariedade na estrutura. Nesta semana, a direção do hospital informou que até substituição de álcool 70% por clorexidina 0,5% precisou ser feita para frear possível surto de contaminação no hospital. A substituição aconteceu por falta de álcool no estoque.

E nesta quinta-feira o instituiu comitê para atuar na ‘transição de gestão’ do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) com objetivo de administrar integralmente os recursos do hospital. Maior unidade 100% pública do Estado.

O documento detalha que a criação do comitê acontece depois do hospital voltar a integrar o Sistema de Controle de Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade, em dezembro do ano passado, após a SES aprovar retorno do teto financeiro do hospital, com repasse mensal de R$ 4.802.141,38.

Em setembro de 2023, o HRMS deixou de receber R$ 4,9 milhões por mês depois de vencimento de termo de cooperação entre o hospital e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que tem a plena gestão dos recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) em Campo Grande. Mesmo com recursos repassados pelo Estado, em razão da gestão plena, a Sesau era quem administrava a transferência de valores para a unidade.

Com resoluções de agosto e dezembro do ano passado, a SES aprovou a volta do hospital para recebimentos de recursos diretamente do Fundo Estadual de Saúde.

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