Com a presença da ministra Marina Silva, o Governo de Mato Grosso do Sul assinou um termo de cooperação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas visando à união de esforços na defesa, proteção e desenvolvimento sustentável do Pantanal. Pesquisadores alertam que o bioma pode enfrentar a pior seca de todos os tempos neste ano.

A assinatura aconteceu na manhã desta quinta-feira (18), em evento no Bioparque Pantanal, em , mesmo local onde em dezembro de 2023 a ministra participou da sanção da Lei do Pantanal, criada pelo governo de Mato Grosso do Sul. Focado no Pantanal, o termo de cooperação contou com a assinatura também do governo do Mato Grosso.

A ministra Marina Silva destacou a importância desse pacto entre os estados e o ministério no contexto da elaboração do plano de prevenção e controle do desmatamento e queimada do pantanal. “Esse pacto é uma demostração de que algo dessa magnitude não tem como ser enfrentado isoladamente e o segundo passo talvez seja a gente fazer um pacto pelo Pantanal envolvendo governadores e prefeito, como já fizemos com a , para incentivar pesquisa, acesso à tecnologia”.

Neste mês, Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental devido às condições de seca e clima impostas e o iminente risco de incêndios florestais.

Governadores se unem na preservação do Pantanal

O governador destacou a criação da Lei do Pantanal, elaborada em conjunto com o ministério e entidades do terceiro setor para focar na preservação ambiental do bioma. Destacou ainda a força de trabalho preparada para atuar na prevenção e combate de incêndios florestais quando necessário.

“A capacidade coordenada dá muito mais capacidade operacional para a gente entrar mais rápido, atuar de maneira mais efetiva no combate a eventuais incêndios que a gente sabe o potencial de dano, de prejuízo que existem os incêndios no Pantanal. Na prática, é a maior capacidade operacional e de resultado para o combate aos ”, disse.

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, destacou que 2% dos moradores do estado insistem em descumprir esta legislação. Ele afirma que investe anualmente mais de R$ 70 milhões contra desmatamento ilegal.

“Nós precisamos unir os nossos esforços para continuar um trabalho já feito há algum tempo para preservar esse grande patrimônio ambiental que é o Pantanal. A partir de agora, vamos melhorar todas as ações que nós já vimos fazendo, criar mais sinergia entre as nossas equipes e, com isso, produzir o melhor resultado na proteção e preservação do nosso Pantanal”, finalizou.