A prefeita Adriane Lopes informou, durante agenda nesta segunda-feira (15), que salas modulares serão entregues no início das aulas. Ao todo, cerca de 166 salas com padronização devem ser entregues em Campo Grande.

Segundo Adriane, as salas estão em fase de construção e uma equipe deve visitar as obras nesta semana. “Pretendemos entregá-las assim que iniciarem as aulas. Vamos visitar projetos que já estão prontos, vamos cumprir aquilo que propusemos. Assim que iniciar as aulas, as crianças terão um ambiente novo, com ampliação de vagas e ar condicionado na sala”, disse.

Sobre o déficit de vagas nas escolas municipais, Adriane disse que, de 15 obras paralisadas, oito foram retomadas, sendo três embargadas há 15 anos. “É um número muito expressivo. A Semed (Secretaria Municipal de Educação) está fazendo um levantamento do número de alunos para entender a realidade [do atendimento escolar nessas regiões]”, disse.

Escola vira ‘cemitério’ de fios furtados

O que deveria ser espaço de ensino para alunos da rede municipal dá lugar ao abandono de uma obra embargada. A promessa de ampliar as vagas de ensino com a construção da escola no bairro Celina Jallad está paralisada há quatro anos. O Jornal Midiamax visitou a unidade e encontrou um verdadeiro “cemitério” de fiação que teria sido furtada da região.

O prédio é tomado pelo matagal, a estrutura continua no concreto, com as telhas depredadas. Há pichações, incluindo símbolos nazistas e de facções. Para se ter uma ideia, o lixo conta com sofás e uma televisão.

Usuários de drogas e moradores em situação de rua fazem do local um abrigo improvisado, em meio ao acúmulo de entulho de vários tipos de recicláveis. Da fiação elétrica só sobraram o plástico, com o chão queimado, sinalizando que houve ação para retirada do cobre para a venda.

Karina Campos e Clayton Neves.