Conforme documento da (Secretaria Municipal de Saúde), nesta segunda-feira (6), 11 médicos estão na escala de atendimento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, que atende a região sul de Campo Grande. Apesar disso, pacientes que procuram a unidade relatam demora de horas e longas filas de pessoas, entre elas, gente que até desistiu de esperar e voltou para casa.

Conforme a escala médica, são seis médicos para atendimento de crianças e seis para adultos, no entanto, moradores questionam a informação. “Na tem cinco médicos e aqui só tá atendendo um. Minha filha está aqui chorando com muita dor nas costelas e até agora nada”, comentou montadora que acompanhava a filha. 

Outra paciente, que estava com suspeita de dengue, também se indignou com a demora. “O que está aqui desde as 10h não atende. A gente fala com os funcionários e ninguém faz nada. É um descaso total”, comentou. Ela esperava por atendimento desde a metade da manhã e informou que outros pacientes chegaram ainda mais cedo e continuavam aguardando.

Segundo a moradora, até mesmo idosos que têm prioridade no atendimento permaneciam nos bancos em longa fila de espera. “Tem vários idosos, chegou um de 96 anos e ninguém faz nada”, comentou.

Em imagens feitas no local é possível notar a área de espera lotada de pacientes aguardando. 

História se repete

Na semana passada, a mesma UPA foi alvo de reclamação de moradores. No dia último dia 1º pacientes relataram espera de 3 a 4 horas por atendimento, além de forte calor na UPA Universitário. Na ocasião, a ala de pediatria estava sem nenhuma ventilação e adultos e crianças precisam passar por longa espera em meio a altas temperaturas.

O que diz a Sesau?

Confira na íntegra o posicionamento da Sesau sobre a denúncia: 

A informação de apenas um médico atendendo na unidade não procede, uma vez que neste momento a escala no local está completa, com seis médicos atendendo aos pacientes (adultos).

Contudo é importante ressaltar que o atendimento em unidade de urgência e emergência não acontece de acordo com a ordem de chegada, e sim com a regulação de risco do paciente, sendo que aqueles com maior gravidade possuem prioridade. Ou seja, um paciente com classificação laranja, será atendido antes que um com classificação azul ou verde, que, por sua vez, têm tempo protocolar de até quatro horas.

Outra informação que deve ser reforçada é que a equipe está dividida em vários setores da unidade, existe o profissional que está destacado para fazer o atendimento às urgências que chegam na unidade via serviço de socorro, como SAMU e Corpo de Bombeiros, outro médico está responsável pelo monitoramento dos pacientes na ala vermelha, e mais um é responsável por aqueles que estão em observação.

Apenas parte da equipe está no atendimento em consultório, onde é realizada a consulta do paciente que chega ao local por meios próprio

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