A greve dos enfermeiros e técnicos de ligados à Prefeitura Municipal de começa a refletir no atendimento à população, nas unidades de saúde, no fim da manhã desta segunda-feira (27).

A categoria decidiu cruzar os braços a partir de hoje em razão dos pedidos de adicional de insalubridade, enquadramento no Plano de Cargos e Carreira da Categoria e instrumentalização do Piso Nacional da Enfermagem.

A ação judicial sobre a greve informava que o movimento grevista iniciaria às 8h desta segunda-feira, mas parte das unidades de saúde estendeu o horário de atendimento em solidariedade à população e a greve iniciaria às 10h.

Porém, por volta das 9h os pacientes observaram que o serviço de triagem foi interrompido em alguns postos de saúde. Uma leitora contou que ficou na UBS Dom Antônio Barbosa das 9h às 10h, mas não conseguiu atendimento.

“Tem médico para encaixe, mas eles não vão triar mais ninguém. Pararam de triar pacientes para o encaixe às 10h e disseram que não vão atender nem a tarde por estarem de greve. Lá não estão com 30% atendendo, pelo menos para encaixe”, relatou a leitora que preferiu não se identificar.

De acordo com Ângelo Macedo, presidente do Sinte/PMCG (Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem de Campo Grande), a greve respeita a legislação e apenas 30% dos trabalhadores continuam em atividade, enquanto 70% paralisam.

Diferente da situação encontrada no início da manhã desta segunda, em que o atendimento era normal, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, o agora é de sala lotada com pacientes que aguardam a triagem.

“Uma cidade desse tamanho que só tem duas unidades de UPA para atender de manhã a pediatria [UPA Coronel Antonino e UPA Universitário] e para ajudar os enfermeiros entram em greve? As crianças que estão com febre ficam sem triagem”, se queixou outra leitora.

Vacinação deve ser suspensa

A vacinação deve ser um dos principais serviços afetados pela greve dos trabalhadores da enfermagem municipal, que cruzaram os braços a partir desta segunda-feira (27). De acordo com a (Secretaria Municipal de Saúde), os atendimentos de urgência e emergência nas unidades de saúde devem ocorrer normalmente na Capital.

Porém, o impacto da greve deve ser sentido na Atenção Primária, “em alguns procedimentos, como vacinação, por exemplo, serão temporariamente suspensos”, informou em nota a pasta.

Questionada sobre como ficará a vacinação na Capital, a Sesau afirmou que a paralisação da imunização deve ocorrer em todas as unidades de saúde e o órgão estuda como organizar o fluxo de atendimento.

Até esta segunda-feira, 50 locais oferecem vacinas contra Covid-19 em Campo Grande, além de outros imunizantes.