As síndromes respiratórias conhecidas como SRAG, mataram 363 pessoas em Mato Grosso do Sul, apenas em 2023. Os dados são da SES (Secretaria Estadual de Saúde) e mostram que os casos notificados passam de 4 mil.

Crianças e idosos são os mais afetados pelas SRAG, que causam internação e podem levar à morte. Mas há uma diferença clara nos dados, sendo que as crianças são maioria entre os casos notificados de SRAG, enquanto os idosos são os que mais morrem.

Entre os 4.216 casos de SRAG, crianças entre zero e nove anos de idade representam 58,3% dos registros em Mato Grosso do Sul este ano. Em compensação, idosos com mais de 60 anos, representam 62,5% das mortes por SRAG em 2023.

lidera com 41% dos casos de SRAG registradas no Estado, sendo 1.762 casos e 160 mortes. Seguido por com 349 casos e nove mortes e Ponta Porã, onde foram 259 casos e 29 mortes até o momento.

Seis novas mortes por influenza

A influenza é um dos principais vírus causador de SRAG, sendo que dos 4.216 casos hospitalizados, 384 tiveram confirmação para influenza. O vírus também foi responsável por 47 mortes este ano.

Seis novas mortes foram confirmadas na última semana, sendo cinco idosos e uma criança. Entre as mortes estão um homem de 87 anos morador de Paranhos, uma criança de 6 anos de Campo Grande, três idosas de Campo Grande com idades de 105, 74 e 78 anos, respectivamente. E uma idosa de com 67 anos.

Doenças respiratórias sobrecarregaram hospitais

Desde o início do ano, o aumento exponencial de doenças respiratórias sobrecarregou hospitais públicos e privados de Campo Grande. Em fevereiro, o aumento de casos foi principalmente entre as crianças, gerando um verdadeiro caos na saúde.

Enquanto isso, a vacinação contra influenza segue em níveis muito baixos. Apesar dos esforços, população não adere e cobertura vacinal no Estado não chegou nem a atingir 50% de cobertura dos grupos prioritários, enquanto a meta é de 90%.

Mato Grosso do Sul recebeu 1.109.820 doses da vacina contra Influenza. Desse total, 694.657 foram aplicadas, o que representa uma diferença de 415.163 doses não aplicadas pela falta de procura da população.