Em Mato Grosso do Sul, 47% dos trabalhadores do setor cultural tem ocupações informais. O percentual é mais alto do que de todos os outros setores juntos (37,5%) e apesar destes profissionais da cultura terem maior nível de instrução. Os dados são referentes a 2022, segundo a Sistema de Informações e Indicadores Culturais.

Divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira (1°), a pesquisa mostra que em 2022, 30,9% dos trabalhadores tinham completo, enquanto nos demais setores a média era de 23,8%.

A pandemia de afetou diretamente os trabalhadores da área cultural. Isso porque em 2022, o setor cultural tinha 45 mil pessoas ocupadas (3,3% do total). Em termos absolutos, ainda abaixo do patamar de 2019, quando o setor ocupava 59 mil pessoas e representava 4,4% do total.

Mulheres ganham 54% menos que homens do setor cultural

Ainda conforme os dados do IBGE, considerando o setor cultural de Mato Grosso do Sul, as mulheres recebem 54% menor que os homens, com valores de R$ 2.034 e R$ 3.129, respectivamente.

O rendimento médio real habitual do trabalho principal da população de 14 anos ou mais de idade, ocupada em atividades culturais, em MS, foi estimado em R$ 1.958, em 2014, e em R$ 2.616, em 2022, o que representa um aumento de 33,6%.

Os valores de renda destes trabalhadores estiveram acima dos rendimentos recebidos pela população ocupada no total das atividades produtivas, R$ 2.308, em 2014, e R$ 2.934, em 2022.