Após reclamação de falta de ar-condicionado e ventilador na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida, a Prefeitura de Campo Grande informou que solicitou reparo no aparelho de refrigeração da sala de enfermaria. 

Ontem (6), durante calor de 30°C registrado na cidade, idoso de 87 anos aguardava transferência para hospital na sala que estava sem ventilação. A situação foi denunciada pela filha do aposentado. 

“A Sesau informa que houve um problema no ar-condicionado da enfermaria, no entanto, já foi solicitado o reparo. As demais alas estão com aparelhos em funcionamento”, informou a Secretaria Municipal de Saúde por meio de nota. 

O Município pontuou ainda que a UPA Vila Almeida está passando por reforma na parte estrutural. “Toda a rede elétrica também vai passar por readequação, o que possibilitará a instalação de novos aparelhos de ar-condicionado. A Secretaria reitera que todas as medidas estão sendo adotadas para assegurar melhores condições de trabalho para os servidores e de atendimento aos pacientes”, finalizou.

Reclamação

Enquanto acompanhava o pai idoso, moradora reclamou da situação. “Estou com meu pai que tem 87 anos esperando vaga para internar. Não tem um ventilador, ar então nem se fala. Os pacientes passam mal de calor”, comentou a filha do idoso, que acompanhava na unidade. 

Em vídeo feito pela moradora é possível notar um ar-condicionado no quarto, no entanto, segundo ela, o aparelho não funcionava. “Os técnicos são maravilhosos e atenciosos, assistente social, enfermeiros, todos excelentes. É desumano até com eles usando esses jalecos super quentes. Alguém tem que tomar uma providência”, acrescentou.

Outros casos

Na manhã desta terça-feira (7), a reclamação partiu de pacientes da UBSF (Unidade Básica da Saúde da Família) do Bairro Jardim Caiobá. “A UBSF do Caiobá está com os ventiladores estragados e nem um órgão responsável toma as devidas providências. É um descaso total com o povo”, comentou morador. 

No último dia 1º, o Midiamax noticiou a mesma situação, desta vez, na UPA Universitário. Na ocasião, a ala de pediatria da unidade estava sem nenhuma ventilação e adultos e crianças precisaram passar por longa espera no calor. “Aqui não tem ventilação. Não tem nada e fica esse calor para as crianças”, reclamou Fabiane dos Santos, de 22 anos, que estava com a filha de 2 anos. No dia em questão, a Sesau disse que o ventilador estava com problema e que a manutenção já havia sido solicitada.