Nesta quarta-feira (06) as tradicionais luzes de serão ligadas com programação festiva na rua 14 de julho, em Campo Grande. Porém, os visitantes não vão poder aproveitar a ida ao centro para fazer suas compras, já que as lojas não têm autorização para abrir até mais tarde.

A situação inusitada e que foge a tradição do campo-grandense se deve a falta de acordo entre empresários e trabalhadores. O horário especial do no fim de ano é definido em convenção da categoria, mas neste ano, não há consenso sobre a remuneração dos funcionários.

Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande destaca que a situação é ruim para ambas as partes, devido à falta de vendas em período crucial do ano. Com o pagamento da primeira parcela do 13° e o início das comemorações de Natal no centro, a previsão seria de grande movimentação na região.

Uma nota reunião, a quarta, deve ser realizada nos próximos dias para tentar acordo entre as partes. Para quem é acostumado a fazer as compras natalinas no período noturno, elenca as vantagens.

“Eu costumo fazer compras de Natal depois das 18h, quando o sol já se pôs, faz menos calor. Para quem trabalha também fica melhor depois do horário comercial”, dia Maria Luiza Fernandes, 63 anos, aposentada.

E se não houver acordo?

Segundo a Fecomércio, em feriados existe uma lei municipal que permite ao comércio abrir as portas até 22h. Para domingos e feriados, a lei da liberdade econômica permite abrir as lojas do comércio de Campo Grande.

No entanto, para os dias da semana, não há nenhuma definição, até o momento, sobre o horário especial de funcionamento do comércio para o período de final de ano.

Fim de ano deve movimentar R$ 1 bilhão em MS

fim de ano no Mato Grosso do Sul deve ter movimentação econômica 17,4% maior que em 2022, chegando a R$ 1 bilhão entre gastos com presentes e comemorações. O maior valor deve ser movimentado no Natal, com R$ 595 milhões.

Os dados são da pesquisa de intenções de compra realiza pela Fecomércio MS (IPF-MS) e Sebrae MS. Do montante total, R$ 355 milhões devem ser gastos com presentes, R$ 239 milhões com comemorações de Natal e R$ 410 milhões em comemorações de Ano Novo.

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