Após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) para que manifestantes desmontem acampamentos em frente aos quartéis no Brasil, a (Secretaria Estadual de Segurança Pública) encaminhou reforço policial para que movimento em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste), na Avenida Duque de Caxias, seja desmontado em até 24 horas.

A reportagem do Midiamax apurou que, comparado ao período da manhã, o desmonte do acampamento que estava no local há mais de dois meses, estava mais acelerado. Dois pequenos caminhões, uma caminhonete e carros estavam estacionados removendo itens que estavam nas tendas.

Durante a remoção do acampamento, profissionais da imprensa chegaram a ser agredidos por manifestantes no local. Uma apoiadora do ex-presidente Bolsonaro usou bandeira do Brasil para agredir jornalista que estava no local cobrindo o desmonte. A PM está no local.

Equipes da Deops notificaram manifestantes (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Desmonte de acampamentos

A desmobilização da manifestação ocorre horas após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar o fim dos acampamentos e até prisão em flagrante de manifestantes que se recusarem a desmobilizar os atos, considerados pela Corte de terem intenções golpistas.

Neste domingo (8), milhares de manifestantes participaram de ato no Distrito Federal. A manifestação terminou em invasão de prédios públicos do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF. O patrimônio público foi depredado, incluindo danos a obras de arte e itens que fazem parte da história do Brasil.

Mais de 200 pessoas foram presas e o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), foi afastado do cargo por 90 dias. Ainda no domingo, o determinou intervenção federal na segurança pública de Brasília.

Em Campo Grande, após os atos em Brasília, manifestações foram registradas em frente ao CMO, com carreatas que reuniram centenas de pessoas na tarde do domingo. Trecho da também chegou a ser fechado por manifestantes, mas foi liberado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na madrugada desta segunda.