O monumento dos tuiuiús no Aeroporto Internacional de Campo Grande, que caiu após as fortes chuvas no domingo (3), foi restaurado pela última vez em 2017, de acordo com o artista plástico Cleir Ávila. Ele deve ser contratado pela concessionária do aeródromo, a Aena, para fazer os reparos nas obras. 

Segundo Ávila, o ideal seria que o monumento recebesse manutenções a cada três anos. Contudo, ele pondera que os fortes ventos que atingiram a Capital favoreceram para desestabilizar a estrutura, que pode levar até dois meses para ser restaurada. 

A última manutenção foi feita há seis anos, com o patrocínio de um banco. “Inclusive, no ano passado, o próprio Sicredi me chamou para fazer manutenção, mas por motivos do aeroporto estava sendo vendido, a Infraero [Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária] pediu para retirar o patrocínio”, ele relembra.

Restauração pode levar até dois meses

Ávila explica que a restauração das obras pode variar de 30 a 60 dias, a depender do nível dos estragos. O monumento com três Tuiuiús, ave símbolo do Pantanal, levou cerca de quatro meses para ser construído em 1999. A inauguração foi feita no início do anos 2000. 

O artista explica que os três Tuiuiús fazem referência às aeronaves que chegam e partem do Aeroporto Internacional de Campo Grande, com um em posição de partida, outro que representa a decolagem, enquanto o terceiro, que caiu, faz referência ao abastecimento. 

As aves tem 6 metros de altura e 12 metros de envergadura. As obras foram feitas a partir da modelagem do aço, concreto expandido e depois modelagem da argamassa.

Temporal deixou inúmeros estragos

Além dos danos nas obras do Aeroporto Internacional de Campo Grande, o temporal no domingo contabilizou inúmeros estragos pela Capital.  Os ventos na região chegaram a 57,4 km/h.

Uma placa tombou e uma árvore caiu atingindo alguns veículos no estacionamento no aerporto. No terminal de passageiros, foram registrados pontos de vazamento de água. Um voo da Azul, que pousaria em Campo Grande, alternou para Cuiabá por conta do mau tempo e só retornou para MS durante a noite.

Comerciantes que mantém seu pontos Orla do Mirante, na Avenida Duque da Caxias, acabaram no prejuízo pois a mercadoria foi levada com a força do vento. O empresário Anderson Cirilo, de 54 anos, teve o pula pula levado e nem as cordas conseguiram segurar o brinquedo, que foi parar no canteiro da avenida.