No dia em que se celebra o nascimento de Jesus Cristo, famílias encontraram um motivo a mais para celebrar a data e reformar o espírito natalino. Isso porque nas primeiras horas do dia 25 de dezembro, no , bebês vieram ao mundo em .

Três bebês nasceram logo nas primeiras horas da data: duas meninas na de Campo Grande e um menino na Maternidade Cândido Mariano.

No maior hospital de Mato Grosso do Sul, a maternidade da Santa Casa registrou o nascimento de duas bebezinhas na madrugada. Agora com a ‘missão' do presente duplo – ou não – a data terá um novo significado para os pais das meninas que nasceram, inclusive, em horários próximos: a primeira foi para os braços da mamãe às 02h01, pesando 2,8 kg e com 48cm. Já a amiguinha de berçário nasceu às 02h22, pesando 3,1 kg com 51 cm.

Na Cândido Mariano, os pais de um menino conheceram o pequeno ainda mais cedo, logo após a meia noite. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, o ‘resolveu' nascer logo às 00h10. Vale lembrar que ao longo dia outros ‘bebês natalinos' podem nascer.

Em Campo Grande, três bebês nasceram na madrugada de Natal nesta segunda-feira (25) | (Ilustrativa/HUB-UnB)

Bebês de dezembro ‘são especiais'

Segundo pesquisa científica, os bebês natalinos são especiais. Conforme divulgado pela Revista Crescer, pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, os bebês que nascem no mês natalino têm uma propensão maior de viver até os 105 anos ou mais.

A universidade analisou no estudo — publicado no Journal of Aging Research — os meses de nascimento de mais de 1.500 centenários americanos. Esses dados foram comparados com as mesmas informações obtidas dos 10 mil irmãos, além de mais de mil cônjuges. 

Já um estudo da Universidade de Columbia analisou dados de 1,75 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Ao vasculharem mais de 1.600 doenças, os pesquisadores encontraram 55 que tiveram uma correlação com o mês de nascimento, incluindo ainda TDAH, desempenho reprodutivo, asma, visão e infecção no ouvido.

Outro estudo na Universidade de Bolonha, na Itália, analisou uma amostra de mais de 1.500 estudantes e disse ter encontrado mais perfis matutinos entres os nascidos no outono e inverno (que corresponde ao mês de dezembro no Brasil).

A explicação, segundo a pesquisa é esta: “a exposição a um fotoperíodo decrescente ao nascer parece favorecer um avanço de fase do relógio biológico, enquanto um fotoperíodo crescente parece favorecer um atraso de fase do sistema circadiano humano”. Ou seja, os nascidos em dezembro estão basicamente se dando bem, enquanto todo o resto ainda está tentando abrir os olhos.