Nos últimos meses, Rosimeire Rodrigues Garcia, 53, se deparou com ao menos dez escorpiões na sua casa, no bairro Estrela do Sul, em Campo Grande. Ela conta que é rigorosa com a limpeza, principalmente do quintal, mas todos os anos a casa é infestada pelos animais peçonhentos.

No ano passado, segundo Rosimeire, o número de escorpiões em sua casa foi muito maior e este ano ela reforçou os cuidados com limpeza e dedetização do quintal regularmente. Mesmo assim, acumula escorpiões que aparecem por lá em um pote.

“Aqui é infestado de escorpião, aparecia dentro de casa, no quintal e fui juntando”, diz a dona de casa. Os escorpiões também aparecem na vizinhança, mas eles não sabem de nenhum caso recente em que alguém tenha sido picado por um escorpião.

Segundo Rosimeire, os escorpiões aparecem geralmente vindos do e não há terreno baldio nas proximidades. Este mês, uma criança de 5 anos, moradora de Ribas do Rio Pardo, morreu, após ser picada por um escorpião ao calçar um sapato.

Águas Guariroba recomenda manter caixa de gordura limpa

A concessionária de água e esgoto de Campo Grande afirma que os escorpiões costumam habitar ambientes escuros, quentes, úmidos e com lixo acumulado. Por isso, a Águas Guariroba orienta que a população siga as recomendações da Vigilância Sanitária, entre elas, redobre os cuidados com limpeza e manutenção das caixas de gordura e esgoto.

Os moradores podem ainda colocar telas de proteção nos ralos e janelas, para evitar o surgimento desses animais dentro de casa. Não há inseticida de eficácia comprovada contra escorpiões e o uso de veneno pode fazê-los sair dos esconderijos, aumentando o risco de acidentes.

Moradores podem acionar o CCZ

A onda atípica de calor que atinge Mato Grosso do Sul neste inverno tem favorecido o aparecimento de escorpiões, mesmo o pico destes animais ser na primavera e no verão. Porém, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) alerta que o mais importante para evitar escorpiões é manter casas e terrenos livres do lixo.

Com a chegada da primavera, o espera aumento nas ocorrências e solicitações envolvendo escorpiões em Campo Grande. Para falar com o CCZ, a população pode ligar no 2020-1796 no setor de controle de roedores, animais peçonhentos e filantrópicos e no geral do CCZ 3313-5000 (Plantão).

Atendimento deve ser imediato após picadas

Levantamento do Civitox MS (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica de Mato Grosso do Sul) aponta 3.205 ataques de escorpiões em 2022, sendo 1.101 em Campo Grande.

responsável clínico do Civitox MS e professor adjunto de dermatologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Alexandre Moretti de Lima, explica que a primeira coisa a fazer após uma picada de escorpião é procurar imediatamente o atendimento de emergência para verificar a gravidade do acidente.

“É importante levar o escorpião porque no posto de saúde vai tirar foto e mandar para os biólogos do Civitox para analisar a espécie”, ele orienta. 

Geralmente, com o uso de pá ou vassouras, as pessoas empurram o escorpião para dentro de um frasco.

Alexandre afirma que a maioria dos casos é leve e os tratamentos geralmente são para dor. Contudo, há uma parte de casos moderados e graves que necessitam de soro antiescorpiônico. 

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