O STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Urbano de ) e representantes do Consórcio Guaicurus definiram o salarial de 10% e outros benefícios da categoria. O desfecho ocorreu após consenso entre as partes em reunião realizada na tarde desta sexta-feira (20).

Conforme o diretor financeiro do sindicato, Willian Alves, a reunião trouxe um acordo entre as partes. “Chegamos a um acordo junto às empresas e, de antemão, a assembleia prevista para a manhã de sábado (21) foi cancelada. Como era indicativo de greve e nós fechamos [acordo], não vai ter mais greve”, disse.

Alves pontuou que o reajuste salarial se dará de forma escalonada. “A proposta ficou em 8% de imediato a partir do aumento da tarifa, mais 1% a partir de junho, e mais 1% a partir de setembro. Fechando 10%. O PL se manteve, o vale gás se manteve como está, e o ticket alimentação aumentou de R$ 150 para R$ 200”, acrescentou.

O Jornal Midiamax também conversou com o advogado do Consórcio Guaicurus, Felipe Barbosa, que afirmou à reportagem que a maioria das divergências foi sanada.

“Tudo já está encaminhado para que as partes se acertem, sem que haja a realização de greve. Entre 80% e 90% já foi negociado. Na grande maioria dos impasses entre o consórcio e motoristas, houve um consenso, mas tudo vai se resolve prevalente até segunda-feira”, disse ele.

Paralisação

Campo Grande amanheceu sem transporte coletivo na manhã da quarta-feira (18) após os motoristas anunciarem um dia antes. As garagens amanheceram lotadas e veículos que sairiam para os itinerários permaneceram estacionados.

O STTCU havia definido a paralisação após pedido de reajuste salarial com o Consórcio Guaicurus não ser atendido. A categoria pedia 16%, mas empresários ofereceram 6,4%.

Naquela manhã, a frota das empresas Viação São Francisco, Cidade Morena, Campo Grande e Jaguar, permaneceu nos pátios e os motoristas ‘cruzaram os braços'.