A SES (Secretaria de Estado de Saúde) antecipou para esta terça-feira (28) o início da vacinação contra a em . Oficialmente, a campanha começaria no dia 10 de abril, no entanto, o aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no Estado foi determinante para o adiantamento. 

Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu o primeiro lote com 92 mil vacinas, que já começaram a ser distribuídas aos 79 municípios. A aplicação está autorizada para todos os públicos. 

“A decisão de fazer a entrega destes imunizantes é em razão da chegada do outono e também devido ao aumento de casos de SRAG – doenças respiratórias. Por isso, resolvemos antecipar a vacinação em nosso Estado”, pontuou a coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES, Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger.

Até o momento, 38 municípios já retiraram as vacinas. Aqueles que ainda não fizeram a retirada podem procurar a Ceve (Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica) até a próxima sexta-feira (31).

Alta de casos

Mato Grosso do Sul tem atualmente 1.226 pessoas hospitalizadas por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), das quais 50% são crianças entre zero e nove anos. Surto de doenças respiratórias em tem pressionado o sistema de saúde de , com situações diárias de postos lotados e demora de horas por atendimento.

“Isso não é uma condição única de Campo Grande e nem de Mato Grosso do Sul, tem acontecido no Brasil como um todo esse aumento de SRAG”, comentou a secretária-adjunta da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Christine Maymone.

Boletim InfoGripe, da Friocruz, traz dados que apontam um sinal de crescimento de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) na tendência de longo prazo em Mato Grosso do Sul. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (27).

Sobre a Influenza

O período de incubação dos vírus influenza é, geralmente, de dois dias, oscilando entre um e quatro dias. Sinais e sintomas da doença são muito variáveis, podendo ocorrer desde a infecção assintomática até formas graves. 

Os quadros graves ocorrem com maior frequência em indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção, lactentes no primeiro ano de vida e crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, idosos com 60 anos ou mais e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

A transmissão ocorre principalmente de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias produzidas por tosse, espirros ou fala da pessoa infectada para uma pessoa suscetível. A síndrome gripal (SG) se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, cefaleia, dores musculares (mialgia), tosse, dor de garganta e fadiga. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. 

Os sintomas respiratórios, como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização. Em situações onde ocorre agravamento dos casos, estes podem evoluir para a síndrome respiratória aguda grave ou mesmo óbito.