O morador da Rua Planalto, no bairro Jardim TV Morena, desistiu de cortar árvores e poluir rua com lixo como forma de protesto à prefeitura. Mesmo assim, o ‘acumulador’ pode receber multa acima de R$ 62 mil por infrações ambientais. Decisão saiu nesta sexta-feira (2).

Isso porque o morador recebeu 11 autuações por “corte não autorizado, derrubada ou morte provocada de árvore”, conforme especifica a Lei 184/2011 do município. Somadas todas as infrações, o homem pode receber multa de R$ 62.685,21.

Notificação da Semadur

Conforme a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), a primeira infração prevê uma multa que vai de R$ 2.867,95 a R$ 10.652,39. Nessa, o morador foi notificado quatro vezes, o que pode resultar no valor de R$ 42.609,56.

Já na segunda notificação, também por corte, derrubada ou morte de árvore, o homem recebeu sete autuações numa multa de R$ 2.867,95, o equivalente a R$ 20.075,65. Somados os dois valores, o acumulador do Jardim TV Morena pode pagar multa de até R$ 62.685,21 à prefeitura.

O órgão competente ainda informou que o morador foi intimado para apresentar defesa junto à Coordenadoria de Julgamento e Consulta no prazo de 30 dias.

Homem desistiu de ‘lixão’ há um mês

Após polêmica que durou semanas e incomodou muita gente na região do Jardim TV Morena, morador que acumulava pilhas de lixo em cruzamento da Rua Planalto deu trégua à vizinhança.

Ao Jornal Midiamax, moradores contaram que há um mês o lugar permanece limpo. “Voltou ao normal, como qualquer rua deve ser. Antes o lixo invadia tudo e até os carros tinham dificuldade para passar”, comentou morador da região. 

No início do ano, por  três vezes em curto espaço de tempo, a Prefeitura teve de fazer mutirão de limpeza por causa do lixo jogado pelo morador. Entre galhos de árvores, acúmulo de roupas, calçados e variados tipos de objetos.

Casa de acumulador no Jardim Tv Morena
Local estava limpo na manhã desta quinta-feira. (Foto: Nathalia Alcântara / Jornal Midiamax)

Agetran realizou ‘operação limpeza’ no imóvel

No último dia 10 de março, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) realizou ‘operação de limpeza’ no imóvel, devido ao acúmulo de lixo e plantas, principalmente na calçada. Na ocasião, o morador não estava na residência.

Para o serviço foi utilizada retroescavadeira e um caminhão cheio de entulhos e plantas foi retirado do local. O trânsito chegou a ficar interditado para limpeza. A calçada estava intransitável, com tambores, equipamentos velhos e enferrujados, vidros, cadeiras e uma infinidade de objetos.

Apenas seis dias depois a Prefeitura teve de voltar ao lugar pelo mesmo motivo e nova limpeza foi feita. A situação se repetiu por três vezes por conta da reincidência do homem em sujar o local.

Semadur participou de mutirão

No dia 16 de março, o Jornal Midiamax também acompanhou a ação da prefeitura contra o lixo espalhado. A Semadur esteve presente na ocasião.

Foi realizado mutirão de limpeza com servidores da Guarda Municipal, Agetran, Vigilância Sanitária e secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente. Com caminhão, grupo varreu e retirou restos de árvores podadas, garrafas e até lixo orgânico que estava amontoado entre a rua e calçada. 

Na época, a auditora fiscal da Semadur, Gisseli Geraldelli, encontrou várias irregularidades, como corte de árvores e plantio de espécies não adequadas para a área.

Homem andou nu

Também em março o suspeito foi filmado andando sem roupas na sacada de vidro. Vizinhos acionaram a Polícia Militar após e o Conselho Tutelar ao verem crianças no imóvel enquanto ele corria pela sacada.

Conforme consta no boletim de ocorrência, quando os policiais chegaram ao local encontraram metade da rua interditada com galhos, vidros, pedras e entulho. Em seguida, uma mulher apareceu no primeiro piso do imóvel com quatro meninas, dizendo que “estava tudo bem e não estava havendo nada de agressão contra as suas filhas (sic)”.

A mulher entrou na casa e não saiu para atender os policiais. Em seguida, foi acionada a conselheira tutelar, que se comprometeu a realizar uma visita técnica no imóvel devido ao local estar com condições de insalubridade.