Candidatos do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) estão no da preparação para a esperada aplicação da prova, com a matéria de geografia entre as 45 questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

Esta é a quarta reportagem da série GABARITEI: Edição Enem 2023, que traz ao longo das próximas semanas dicas para um melhor rendimento dos candidatos nesta reta final para o exame, que será aplicado a partir de 5 de novembro em todo o país.

O professor André Rocha é especialista na disciplina de geografia e a leciona em pré-vestibular de . Assuntos ligados aos debates da atualidade e também aqueles mais tradicionais devem ser levados em conta para possíveis questões da prova, segundo ele.

“Temos questões calibradas a partir de uma teoria de resposta ao item. Isso significa que, além de contextualizadas […]. Cada uma das questões tem seu peso e é necessário que o aluno faça todas elas com consciência do modelo matemático justo, e evitar ao máximo chutar respostas, e sem deixar de marcar um item”, sugere.

O professor reforça que o candidato deve apostar na interpretação do espaço geográfico, palco das relações humanas. A função é apresentar a interdependência da disciplina, por exemplo, aspectos como o cotidiano de um bairro, a economia do outro lado do planeta – aliás, ele aponta que as questões não estão explícitas quanto às disciplinas que exploram. Por isso, o aluno deve ficar atento às análises.

Confira as dicas para geografia no Enem:

  • Globalização – Interdependência entre países, considerado um processo injusto para aqueles ao sul do planeta, com referência à linha que divide em Norte e Sul, de forma sinuosa entre Norte, dos países ricos, e Sul, com os subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

“Quando consideramos as relações comerciais, a divisão internacional do trabalho, separa ¼ das nações do mundo como detentoras do produto interno global, modelo de produção e dos parâmetros avançados de modelo tecnológico. O Sul, oferece o que cabe, a matéria-prima, mão de e aquisição dos meios de produção tecnológica do mundo desenvolvido. Uma relação entre as nações, situações de domínio do norte industrializado em comparação com o Sul”, explica.

  • Comércio mundial – Ocorre também pela relação entre regiões dominantes e dominadas, no quesito detentor de tecnologia e nos utilizadores que usufruem. O professor posiciona a perda de volume comercial da China entre um possível tema que cairá no exame.

“Ao final dos anos 1970, o país vivenciou um processo de transformação econômica muito grande. Ao longo dos anos 1980 e 1990, ostentou crescimento na casa de 9% ao ano, em muitas vezes até mesmo dois dígitos de crescimento a cada ano. Por isso, aposto nesse tema, pois houve um arrefecimento no ritmo de crescimento. Alguns fazem um contexto recente da economia mundial, a partir do impacto pela pandemia da covid-19. O fato é que o comércio chinês acaba sendo a mola propulsora do comércio mundial e traz sinais muito fortes de arrefecimento ao longo dos últimos três anos. Isso coloca em xeque os demais países”.

  • População mundial – Um subitem é a migração, sempre marcado como fator de repulsão e atração. Migração é a movimentação de um lugar para o outro, enquanto a repulsão é aquilo que incentiva a saída. Um exemplo de repulsão é observado no continente africano, em especial na área chamada subsaariana, com atração para a Europa.

“Essa migração acaba sendo desespero de africanos em busca de sobrevivência envolvendo questões humanitárias. A saída de subsaarianos e magrebinos em direção à Europa atravessando o Mar Mediterrâneo em embarcações precárias, não raro gera notícias de tragédias”.

  • Conflitos e guerras – Outro motivo de repulsão, um símbolo claro de busca pela sobrevivência, há de se considerar a situação da guerra na Ucrânia, devido ao número de migrantes em ser altamente considerável para população local. Como é um assunto que está ocorrendo, pode ser mencionado como tema de prova.
  • Censo demográfico 2022 – Realizado a cada 10 anos, o mais recente saiu com atraso devido à pandemia. O censo é um raios X da população no país, importante para direcionar políticas públicas e gestão do território nacional.

“Dados indicam que o ritmo de crescimento da população brasileira diminuiu. Temos um conceito geográfico que aparece em prova, ou seja, estamos vivenciando um momento de transição demográfica. Os números populacionais já mostravam isso, agora está oficializado. Na prática, é que a parte central de nossa pirâmide demográfica, que representa a população adulta, tem aumentado, além de especialmente a população idosa, pelo aumento da expectativa de vida do povo brasileiro”.

  • Urbanização – O professor aponta uma análise linear, sendo a urbanização ligada ao crescimento econômico. Ele aposta em temas ligados à metropolização, regiões detentoras de domínio econômico, índices de mão de obra e verticalização de moradias.

“Há 100 anos, nosso país contava com uma população predominantemente rural, uma proporção de 80 a 20, sendo que 80% vivia nos espaços rurais e apenas 20% nos urbanos. A partir dos anos 1950 e 1960, a gente tem uma série de política que incentivaram a ocupação dos espaços urbanos, que está muito ligada ao desenvolvimento econômico. Arrisco a dizer que não temos no planeta nenhuma nação que seja rural e rica ou desenvolvida ao mesmo tempo, a urbanização é uma das condições associadas ao desenvolvimento”.

  • Meio ambiente – Até mesmo em uma conversa informal com um desconhecido, se ouve frequentemente a expressão “está calor”. Com isso, mudanças climáticas podem estar ligadas às questões do Enem deste ano.

“Existe uma discussão de clima aquecendo mais ou que seria um processo de ciclo. Sem entrar nesse mérito, apresentando aquilo que está posto: mudanças climáticas diante das produções mundiais, principalmente associadas com o lançamento do gás carbônico. Questões naturais, como os fenômenos o El Niño e La Niña, estão em curso”.

GABARITEI: EDIÇÃO ENEM 2023

O Jornal Midiamax traz, na contagem regressiva para o Enem 2023, um guia de sobrevivência para que candidatos ao principal vestibular do país se deem bem nas matérias e temas prováveis de cair na prova. São 13 produções, assinadas pelos núcleos de Jornalismo do Cotidiano e de Jornalismo Multimídia da Central de Jornalismo do Midiamax, que vão orientar candidatos a terem o melhor rendimento nesta final. Confira toda a série clicando AQUI.

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