O RH (Recursos Humanos) do Beta Carnes informou que os trabalhadores devem receber em parcela integral o 13º, apesar das atividades suspensas por descumprimento de regras sanitárias e fechado pela (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) desde a semana passada. Na manhã desta sexta-feira (1º), os funcionários limpam o pátio e outros setores à espera de uma nova fiscalização da Iagro.

Um representante do setor, que preferiu não se identificar, disse que houve uma reunião com os funcionários e os gestores para esclarecer que o décimo terceiro seria pago em parcela única. Mais de 100 funcionários diretos são empregados no estabelecimento.

Entretanto, funcionários temem atrasos e demissão em massa. Um dos trabalhadores disse que, inicialmente, o depósito seria parcelado. “O vale já foi pago no dia 20 de novembro, o décimo seria no lugar do vale e o vale [integral] no dia do pagamento [5º dia útil]. Eles mudaram os planos, aí fica difícil dar uma resposta concreta”, disse.

Atividades suspensas

Na quarta-feira (29), dezenas de trabalhadores do espaço protestaram em frente à sede da Iagro, em Campo Grande, reivindicando retomada do serviço paralisado desde o dia 23. A expectativa é que uma nova fiscalização aconteça na próxima semana. Caso os fiscais apontem regulação das regras sanitárias, o frigorífico abre as portas.

Entre os itens apontados em desconformidade e que motivaram o fechamento da planta estão falhas no encanamento, portas com fechamento ineficiente, licença desatualizada, salas sujas e com pragas, como pequenos sapos, aventais sujos, carcaças no piso, entre outros.

Porém, em julho deste ano a planta também foi alvo de fiscalização e teve os abates suspensos. A Beta Carne entrou na justiça, conseguiu um prazo para fazer adequações e retomou os abates. No relatório de novembro, a Iagro apontou que alguns itens foram cumpridos apenas parcialmente.

A empresa entrou com um pedido na justiça em caráter de urgência, no sábado (25), solicitando que as atividades fossem retomadas, apontando que não teve o direito de apresentar a defesa administrativa e nem recebeu nenhum documento no dia da vistoria.

Contudo, o pedido foi indeferido na justiça, sob a justificativa que a empresa já teria ciência das inconformidades e que não se tratam de fatos novos.

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