Neste domingo (8), amigos e familiares do aposentado Aluízio Pereira da Cruz, de 88 anos, farão mutirão de buscas pelo idoso, desaparecido desde o dia 5 de novembro de 2022. As buscas começarão às 14h e a organização é feita por uma página no Facebook. 

Mais de 200 cartazes foram impressos e serão fixados pelas ruas de Campo Grande. “Você que se solidariza com a dor dessa família está convidado para esta ação. Realizaremos buscas em pontos estratégicos, inclusive, locais onde abrigam moradores de rua”, diz anúncio. 

Desesperadas, pessoas próximas a Aluízio vivem dias de angústia desde o sumiço. “A família já não sabe mais o que fazer e nem onde procurar. Até o momento não há notícias de onde ele esteja, ou de como ele possa estar, principalmente porque ele inspira cuidados contínuos por causa do Parkinson e Alzheimer”, diz publicação nas redes sociais.

O caso – O idoso, que tem Alzheimer, saiu de casa enquanto todos já estavam dormindo. Ele morava no Jardim Panamá, na região da avenida Júlio de Castilho e apesar das buscas, há poucas notícias sobre ele.

De acordo com a família, o fim de ano tem sido de tristeza e falta de esperança. Quem mais sofre atualmente é a esposa de Aluízio, de 87 anos, companheira de vida do idoso. “Ela está muito triste e abalada com toda essa situação”, conta um dos netos.

Conhecido por todos que jogaram no ‘Manduzão’

No entorno das quadras do antigo ‘Manduzão’, onde ele trabalhou por anos, comerciantes e amigos compartilham da angústia e tristeza da família, indignados com a falta de esclarecimento sobre o caso.

No cruzamento da avenida Júlio de Castilho com a rua Otávio Mangabeira, onde hoje é uma casa de carne, Aluízio cuidava de quadras de futsal e era conhecido em toda região.

“Era amigo dele, ele trabalhou aqui na frente por mais de 20 anos. Moro aqui há 40 anos, desde que construíram o Manduzão ele estava aí”, disse o serralheiro aposentado José Rodrigues, de 73 anos.

Ao longo dos intervalos de cada jogo, José e Aluízio aproveitavam para conversar. “Todo dia a gente conversava. Ele chegava às 10h para abrir as quadras e ficava por aqui. Zé Pereira, Jardim Petrópolis, Vila Almeida, todo mundo da região conhecia ele”, explicou.    

Por fim, José externa o sentimento de ver um amigo desaparecer. “Eu prefiro nem ficar pensando, mas é triste. Tantos anos com a gente e de repente some. Ninguém tem notícia”, disse ele.

Quem encontrar ou tiver informações sobre Aluízio, pode entrar em contato pelos telefones da família: (67) 9 9202-7800, (67) 9 9341-2913, (67) 9 9310-7859 ou no 190 da Polícia Militar.