O Brasil contabiliza mais de 37 milhões de testes positivos e 699.310 mortos desde o início da pandemia de , em março de 2020. 

Em Mato Grosso do Sul, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico emitido pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), em 7 de março, o Estado registrou seis óbitos e 420 casos pela doença na última semana. Assim, são 607.776 testes positivos e 11.016 mortos desde o começo da pandemia. 

Com o espalhamento e, ainda, prevalência da doença, é difícil encontrar alguém que não tenha sido infectado em três anos. Imunidade? Cuidados? Genética? O que explicaria a resistência em contrair a Covid-19, mesmo entre os que tiveram contato direto com infectados ou que trabalham em ambientes de saúde?

De acordo com a médica infectologista, Mariana Croda, ainda não foram feitos estudos suficientes que apontem a causa da ‘super resistência' contra a Covid. 

“As hipóteses que permeiam esse tema são fatores genéticos e imunológicos, que dão à pessoa maior resistência. Isso explicaria o porquê de contatos intradomiciliares que compartilham o mesmo ambiente e só algumas pessoas adquirem a doença”, explica a médica. 

A infectologista reforça que algumas pessoas podem dizer que não pegaram Covid, mas não fizeram teste ou o exame apontou negativo. Além disso, também entram na lista os que tiveram a doença na forma leve ou assintomáticas. “Isso só poderia ser possível comprovar por testes específicos em pesquisas científicas”, ela explica. 

Idosos com 60 anos ou mais podem receber dose bivalente em . (Foto: Nathália Alcântara/Midiamax)

Qual o segredo de quem não testou positivo?

O principal segredo de quem não se contaminou com a Covid-19 em três anos de pandemia foi a prevenção e cuidados individuais de higiene, relatam entrevistados pelo Midiamax

O fator prevenção é o mesmo apontado por especialistas como a melhor arma contra a doença, desde que os casos começaram a surgir no Brasil, em março de 2020.

A farmacêutica Maria Daiane dos Santos, de 34 anos, trabalha em uma unidade de saúde, ambiente favorável para contrair o vírus, mas passou ilesa até hoje. 

Ela conta que se cuidou nos momentos mais críticos da pandemia com o uso de máscara e de álcool em gel, hábitos que ainda cultiva no ambiente de trabalho.

“Acredito que as medidas de proteção foram eficazes. Eu realizei o teste de Covid-19 duas vezes e o resultado foi negativo. Vários colegas de trabalho e alguns familiares próximos apresentaram a doença”, ela relata. 

Já na família do perito e engenheiro agrônomo, Fernando Klein, o isolamento foi total por seis meses, com saídas apenas para fazer compras. Depois, as saídas foram em locais abertos, sem aglomeração e com uso de máscaras. 

Ele, que já tomou todas as doses da vacina disponíveis, acredita que os cuidados durante os momentos mais severos da pandemia livraram a família de contrair a Covid-19, mas admite que hoje “baixou a guarda” diante da redução dos casos da doença. 

“Já fiz vários testes, sempre negativados”, garante. 

vacina
Vacina contra covid-19 chegando a MS (Foto: Edemir Gomes/ Arquivo/ Governo de MS)

Já o engenheiro mecânico, Matheus Saldanha, de 25 anos, conta que nunca pegou o coronavírus mesmo tendo contato com pessoas do círculo íntimo contaminadas, como irmãos, namorada, pai, sogra e cunhadas. Ele já realizou três testes e todos deram negativo. 

“Não dá para saber em que momento ou como eles pegaram, mas tive contato muito próximo com todos. Depois do teste positivo eles ficaram isolados, mas até aparecer os sintomas e fazer o teste você acaba tendo muito contato”, relembra.

Matheus acredita ter passado ileso devido a algum fator genético ou boa imunidade, além das precauções com a higiene durante a pandemia. 

“Os cuidados que eu tomei foram o uso de máscara, álcool, evitar frequentar lugares com pouca circulação de ar ou grande quantidade de pessoas, levar as mãos na boca, nariz ou olhos enquanto estiver na rua. Eu continuo me cuidando, mas com menos precauções que antigamente”, ele conta. 

Onde encontrar vacinas?

A vacinação contra a Covid-19 em Campo Grande acontece em mais de 50 unidades de saúde, nos turnos da manhã e tarde. A dose bivalente foi liberada desde a última sexta-feira (10) para idosos com 60 anos de idade e profissionais da área da saúde a partir de 40 anos.

Além do novo público, também podem ser imunizados com a bivalente quilombolas, indígenas aldeados e pessoas com imunocomprometimento que tenham 12 anos ou mais.

A vacina monovalente, que leva a cepa original do vírus, está disponível para bebês de seis meses a menores de dois anos (1 ano, 11 meses e 29 dias) sem comorbidades, e a partir dois anos a menores de três anos com comorbidades, além de crianças de 3 anos ou mais.

A aplicação da segunda dose de reforço (quarta dose) está liberada para todas as pessoas com 18 anos ou mais, vacinadas com a terceira dose há pelo menos quatro meses.

Vale ressaltar que todas as vacinas são eficazes e protegem contra casos graves da doença. 

Para saber quais doses foram aplicadas no cidadão, confira a carteira de vacinação clicando aqui.