O caso de um adolescente de 15 anos com uma arma falsa e ameaçando colegas e até o diretor de uma escola estadual de Campo Grande, foi o estopim para que professores peçam a criação de uma política de segurança escolar. O pedido foi encaminhado ainda na quinta-feira (23) à secretaria estadual de educação.

Presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Gilvano Bronzoni explica que em assembleia realizada ontem na Fetems, foi encaminhado e acatado duas ações em decorrência do casso. Uma é o pedido de realização de audiência pública na Assembleia Legislativa sobre o tema.

“Encaminhamos uma carta ao secretario de educação, pedindo com urgência a criação de uma política de segurança escolar. Lembrando que essa não é um debate de agora, mas chegamos a um limite extremo, visto que o caso de ontem poderia ter tido desfecho trágico”, explica o presidente.

Ele afirma que a categoria se coloca a disposição para o debate e a construção do plano, que é urgente. “A escola esta adoecendo, desprotegida, desassistida, com situações que se agravaram desde o auge da pandemia de Covid-19. A educação é um setor importante e precisamos de um olhar mais atento sobre a segurança escolar”.

Caso gerou pânico em escola

O aluno de 15 anos estrou na escola com um simulacro de arma, fez ameaças a outros colegas e funcionários. O diretor imobilizou o aluno e conseguiu retirar a arma dele, mas também recebeu ameaças graves.

Imagens gravadas mostram alunos em pânico nos corredores, gritando e uma correria pelo local depois do aluno mostrar a arma. Tudo aconteceu no intervalo das aulas. O aluno estava brigando com um  colega, quando o diretor separou.

Conforme a delegada Daniela Kades, o aluno foi ouvido e contou que teve uma briga com um colega, quando pegou a arma falsa. Este simulacro estaria com ele apenas para assustar, caso fosse assaltado, ameaçado ou coisa semelhante.

No entanto, ele não confirmou onde teria conseguido a arma de brinquedo.