As comemorações do Dia do Trabalhador começaram neste sábado (30), com carreata e entrega de cestas básicas, arrecadadas pelos trabalhadores da Educação, em Campo Grande. O ato desta manhã foi organizado por entidades sindicais como Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
A carreata segue da sede da Fetems, na rua 26 de agosto, ao Aeroporto e depois vai para a Praça do Rádio Clube. De lá, parte dos trabalhadores segue para o Jardim Tijuca, onde será feita a distribuição de parte das cestas básicas. Segundo a Fetems, foram arrecadas 300 cestas de 30 quilos, que serão distribuídas também no interior do Estado.
Conforme o presidente da Fetems, Jaime Teixeira, o ato é realizado neste sábado – um dia antes do Dia do Trabalhador – por conta de uma campanha nacional de valorização da educação pública e ela termina nesta data.

“Nessa semana, entre os dias 25 e 30 de abril, houve uma mobilização dos trabalhadores da Educação no Brasil inteiro, em defesa da valorização e manutenção em todos os níveis da Educação. Encerramos a semana nacional de mobilização hoje, colocando todas as mazelas do MEC [Ministério da Educação]”, informou Teixeira.
Além da mobilização pela categoria, o sindicalista também destaca que o ato chama a atenção para a política econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro.
“Muita coisa tem sido aprovada no governo Bolsonaro, que prejudica o trabalhador. A inflação está corroendo o salário dos trabalhadores em geral. A cesta básica, o gás teve aumento de 19% nos últimos dois anos, o custo de vida do trabalhador triplicou e a remuneração está 30% menor. Estamos denunciando que a política econômica do governo está acabando com o trabalhador”, finaliza Teixeira.

O MST também participa do movimento que antecipa o Dia do Trabalhador. A dirigente estadual, Marina Ricardo Nunes, explica que o movimento não luta só por terra e que entre as bandeiras, estão os direitos da classe trabalhadora.
“Estamos em um momento de carestia e é ultrajante. Quem é que consegue viver com a cesta básica desse valor? Carne a gente nem fala. Está sufocante para o trabalhador. Hoje não temos crédito rural, que toda família precisa para cuidar da terra. Sentimos na pele essa retirada de direitos”, afirma a dirigente.

A presidente do Sinted de São Gabriel do Oeste, Daniela Turti, 38 anos, foi ao ato com o filho de apenas 8 anos e afirma ser importante que as crianças participem da discussão política desde cedo.
“É para ele aprender desde cedo que a gente não pode se conformar e precisa protestar pela melhoria do nosso país, pelo desemprego, por tudo que ele [Bolsonaro] fez contra os brasileiros. É importante para ele aprender que política tem que ser discutida e que você tem que votar e cobrar”, destacou Turti.
